Mostrando postagens com marcador Janela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Janela. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de março de 2016

Regime semi-aberto

Quem me dera
poder daqui mudar
para qualquer lugar
onde eu possa
pelo menos
abrir a janela.

Não aguento mais
ficar aqui, atrás
dessa janela
que não fecha
e nunca se abrirá;
aqui virou um lar...

...Um lar que detesto
e sempre devo voltar,
pisando em espetos
fodendo meu calcanhar.

Trabalho escravo
moderno que explora,
te deixa até bravo,
mas ainda te devora.

Como eu,
você também quer
estar lá fora.
Queremos ir embora
e nunca mais voltar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Julgo meu umbigo, do 8º andar

Daqui de cima,
mesmo fechado
à vácuo,
ouço de fora
o desafinado
que cisma,
inócuo,
em cantar fora
do tom.

Depois de horas,
me irrito,
mas lembro
de meu grito
enquanto membro
de banda outrora.

Por favor, continue
Desafine, colega,
até altas horas...

Assim se aprende,
me entende?
Fazendo música,
sem ligar para acústica,
até a hora
de ir embora.

Crepúsculo capitalista, de um certo 8º andar

Ver o entardecer
atrás de um vidro
me faz esmorecer,
sequer eu vibro
sobre algo lindo
pois não vivencio
apenas aqui lido,
só, com tal vício
de ficar com saco
cheio do cotidiano
e com certo asco
comigo, humano
que não consegue
sair da monotonia
que me aflige
nesse dia-a-dia
de escritório,
contando no relógio
as malditas horas
até ir embora.