Eu odeio despedidas!
Eu não quero sentir
uma saudade despida
que um dia há de vir,
e virá, nua, me seduzir
à agridoce melancolia,
que é saber do partir
de um amor, um dia.
Pois a falta é a sobra
do apego a me assolar,
que sempre vem e cobra,
não para de atormentar,
enquanto respiro o ar
que, rarefeito, acalma
todo esse grande pesar
que me afunda a alma.
Essa saudade é egoísta
pois só quem fica, sente,
no rol não mais se alista
quando é o fim da gente.
Não estou lhe vetando
tal triste sentimento,
só que, vez em quando,
penso, enquanto sinto:
"tudo tem seu momento,
e até o pesar
tem que passar..."
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
"AL-AU!" do Luka
Afinal,
qual mal
é mau?
--
Para Luka, o cachorro filosófico do Cao. ;)
http://cao-piratamental.blogspot.com.br/
qual mal
é mau?
--
Para Luka, o cachorro filosófico do Cao. ;)
http://cao-piratamental.blogspot.com.br/
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Esse cão ancião e brincalhão
Pensei que você fosse morrer,
e no meio de tanta dor
no meu peito,
pensei muito no que fazer...
Só me restou lhe escrever
até a hora do aviso
de fora
de que nada vai lhe acometer.
Você, que me mostrou amor
verdadeiro e nada cobrou
do companheiro
que sente sempre seu calor.
E aqui me pego chorando
de felicidade, sem tristeza,
de verdade,
por você estar andando,
e mesmo com setenta e sete anos,
pulando como criança,
brincando,
e me faz lembrar que, entre humanos,
você é mais humano que nós,
animais selvagens
e também boçais.
E mesmo com os olhos de foz,
sei que minhas lágrimas são
instintivas, não controlo,
estão vivas
como você, meu querido cão. :)
--
Repito: Esse cãozinho, o Polo, é o ser mais humano que conheci nesse mundo cheio de animais selvagens que se dizem humanos.
e no meio de tanta dor
no meu peito,
pensei muito no que fazer...
Só me restou lhe escrever
até a hora do aviso
de fora
de que nada vai lhe acometer.
Você, que me mostrou amor
verdadeiro e nada cobrou
do companheiro
que sente sempre seu calor.
E aqui me pego chorando
de felicidade, sem tristeza,
de verdade,
por você estar andando,
e mesmo com setenta e sete anos,
pulando como criança,
brincando,
e me faz lembrar que, entre humanos,
você é mais humano que nós,
animais selvagens
e também boçais.
E mesmo com os olhos de foz,
sei que minhas lágrimas são
instintivas, não controlo,
estão vivas
como você, meu querido cão. :)
--
Repito: Esse cãozinho, o Polo, é o ser mais humano que conheci nesse mundo cheio de animais selvagens que se dizem humanos.
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