"...É limpeza."
É o que se dizia meses atrás
sobre pessoas que não encanam,
e de pessoas que passam o pano.
Mas que destreza
temos para fazer uma gíria,
muda-se significado de palavra
e um novo sentido ali se crava -
desconsiderando o original -
e nesse tempo de crise sanitária
já não se sabe mais qual é qual,
tudo depende do contexto.
Talvez, melhor nos serviria
a norma se nos desse refresco.
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quinta-feira, 25 de junho de 2020
segunda-feira, 11 de maio de 2015
P(r)o(bl)ema
Escrever poesia é um problema
um tanto matemático
onde é citado um dilema
em pés de um verso métrico
pensado para conduzir
a leitura com rítmica;
é como se estivesse a ouvir
a letra de uma música
que nesse caso é um soneto
com oito pés, cheio de espetos
que vou aparando com meta:
chegar na tal chave-de-ouro
que do poema é o tal tesouro
buscado por qualquer poeta.
um tanto matemático
onde é citado um dilema
em pés de um verso métrico
pensado para conduzir
a leitura com rítmica;
é como se estivesse a ouvir
a letra de uma música
que nesse caso é um soneto
com oito pés, cheio de espetos
que vou aparando com meta:
chegar na tal chave-de-ouro
que do poema é o tal tesouro
buscado por qualquer poeta.
sexta-feira, 20 de março de 2015
A beleza da natureza...
...é, que quando chove,
goteja vida no solo
fértil, que ovula sobre
placas de pedra.
A areia logo absorve
a água em seu colo
e o dito adubo podre
dá vida à ajedra.
O vento sopra semente,
pólen e vida na terra,
e faz florescer o mundo.
Raízes, impunemente,
crescem, entre forras,
chão limpo ou imundo.
goteja vida no solo
fértil, que ovula sobre
placas de pedra.
A areia logo absorve
a água em seu colo
e o dito adubo podre
dá vida à ajedra.
O vento sopra semente,
pólen e vida na terra,
e faz florescer o mundo.
Raízes, impunemente,
crescem, entre forras,
chão limpo ou imundo.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Frágeis Para Sempre
Me reconhecer fraco
é ver-me, num abraço,
ocupar um espaço
e saber que, de fato,
é ali que pertenço.
Poderão me criticar,
mas quando soltas,
tais palavras no ar
ficam sem escoltas
do vento a soprar.
É assim que somos frágeis,
como frases numa ventania
se desmontando à revelia
da força que nos faz amáveis.
Frágeis seremos ao que é real,
pois nada aqui se conserva,
tudo muda e, se não observa,
sentirá dor até no que é natural.
é ver-me, num abraço,
ocupar um espaço
e saber que, de fato,
é ali que pertenço.
Poderão me criticar,
mas quando soltas,
tais palavras no ar
ficam sem escoltas
do vento a soprar.
É assim que somos frágeis,
como frases numa ventania
se desmontando à revelia
da força que nos faz amáveis.
Frágeis seremos ao que é real,
pois nada aqui se conserva,
tudo muda e, se não observa,
sentirá dor até no que é natural.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Cotidiano humano atual
Acordar cedo,
sempre com medo
de perder o conforto,
não é viver, é fingir
ser vivo quando morto.
Você corre trabalhar
para produzir inutilidades
que vendem facilidades
enquanto criam dificuldades,
até quando vai agüentar?
E o dia vira mês,
mês se torna ano,
e sua esperada vez
ficou debaixo do pano
para alimentar a ilusão
de que a vida é isso:
só mais uma escravidão...
...e se finge um sorriso.
--
Distorci a forma do soneto. Foi proposital.
sempre com medo
de perder o conforto,
não é viver, é fingir
ser vivo quando morto.
Você corre trabalhar
para produzir inutilidades
que vendem facilidades
enquanto criam dificuldades,
até quando vai agüentar?
E o dia vira mês,
mês se torna ano,
e sua esperada vez
ficou debaixo do pano
para alimentar a ilusão
de que a vida é isso:
só mais uma escravidão...
...e se finge um sorriso.
--
Distorci a forma do soneto. Foi proposital.
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