quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Coven

O congresso de bruxas cresceu
e seus fanáticos se dividiram,
às treze vagas se excederam
e o grupo em parte dissolveu,
perdeu as carnes de sacrifício
pois foram embora sem os mantos,
não deixaram sequer resquício
e absorveram todos os encantos.

A dissidência que renunciou
agora é caçada pelas malditas
purulentas, vadias e fedidas,
pois do pacto do mal se livrou
trazendo grande falta no altar
onde os rituais de ódio geram
mortes e do sangue se embebedam;
poucos conseguem se salvar.

As transformações são decrépitas,
da juventude ao corpo da cripta,
verrugas e uma precoce velhice,
das bocas saem diversas sandices,
mas quando desejam algo no mal,
elaboram mais um sangrento ritual,
percorrem florestas e cidades,
as vítimas correm mas já é tarde.

Sejam lá o que forem, velhas pagãs,
ou mulheres amantes de Satan.
Não se mede esforço para eliminar
o que acha que está a atrapalhar.
Os objetivos desse grupo vil
ao planejar adotiva Saturnália,
como fachada para abrir seu covil,
é absorver os bons em represália.

O bode de Mendes assiste à procissão
feita em homenagem à sua presença,
mas será isso uma certa desavença?
Pois sobre Baphomet não há revelação,
ninguém sabe ao certo o que ele é
nem qual o seu propósito místico,
só se sabe que é um ser metafísico,
nem se sabe se responde à uma fé.

Seres pútridos de pura maldade
transtornados e cheios de falsidade
um dia terão a sua vez.
Será fatal.
O juízo final?
Talvez...

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