Seemed to be left by no-one
and somehow by everyone.
Us two there, left alone,
the others, by now, were gone...
I'm fed up with this. I'm done.
I need to ask:
What to do when you find
it there simply unowned?
Will you choose to be blind
and keep feeling abandoned?
This is not a task,
this is all we wanted to have,
we yearned for it for a long time...
We can sing the old rhyme
"Finders, keepers;
Losers, weepers!"
Since we've found love,
they say that "Love is a crime".
Disagreeing, I say "that's not true".
We both stole each other's hearts
and for this are guilty as charged?
Let's make haste before a trial starts,
let's run away from the stupid judge,
repeating:
"Finders, keepers;
Losers, weepers!"
Singing,
gladly not to the tune of "Jeepers Creepers".
--
Agradeço à Kate McGeachie pela revisão.
Thank you! :)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Seu comichão
É, de repente, um comichão
que lhe invade,
como se precisasse
satisfazer essa coceira,
esse desejo por um beliscão
de uma realidade,
que é como se sonhasse
com algo que nunca vivera,
mas nunca passara disso...
Seria então um déjà-vu?
Essa imagem tão real
seria só um pormenor
que lhe afetou omisso?
Insight que guardou para si,
despertou como um animal
cravando as garras com ardor
vermelho que te arrebata
com tamanha força e paixão,
te confundindo os sentidos
e espremendo o mais vital
dos órgãos, que te mata
a cada aperto, um coração
de sentimentos vívidos
querendo esse amor fatal.
Um comichão de morte
te pedindo uma cura,
alguém que possa coçar
e lhe faça só o bem,
tirando fora num corte
essa coceira que dura,
assim podendo te aliviar
e te dar tudo o que tem.
Às vezes o sonho é real
e a realidade um devaneio,
ambos despertos juntos
nesse confuso comichão,
mas o amor acalma o animal,
e a coceira que lhe veio
já virou defunto;
resta à vida uma paixão.
que lhe invade,
como se precisasse
satisfazer essa coceira,
esse desejo por um beliscão
de uma realidade,
que é como se sonhasse
com algo que nunca vivera,
mas nunca passara disso...
Seria então um déjà-vu?
Essa imagem tão real
seria só um pormenor
que lhe afetou omisso?
Insight que guardou para si,
despertou como um animal
cravando as garras com ardor
vermelho que te arrebata
com tamanha força e paixão,
te confundindo os sentidos
e espremendo o mais vital
dos órgãos, que te mata
a cada aperto, um coração
de sentimentos vívidos
querendo esse amor fatal.
Um comichão de morte
te pedindo uma cura,
alguém que possa coçar
e lhe faça só o bem,
tirando fora num corte
essa coceira que dura,
assim podendo te aliviar
e te dar tudo o que tem.
Às vezes o sonho é real
e a realidade um devaneio,
ambos despertos juntos
nesse confuso comichão,
mas o amor acalma o animal,
e a coceira que lhe veio
já virou defunto;
resta à vida uma paixão.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O dia está chato?
Eu sinto tédio.
É um tédio que assola o dia,
cansando o Sol que se põe
porque cansou de iluminar
essa parte em que estou
e foi dar luz a outro lugar.
Não tem remédio
para saber se tudo isso valia
ou não a pena, ele depõe
por estar cansado disso
tudo e ver tanto descaso
desse povo submisso.
Andando no prédio,
ela percebe que talvez faria
sentido o que ele propõe;
seria uma vida sossegada,
poder sair da cidade grande
e viverem juntos em Pasárgada.
Seria rotina um mal?
Eu não vejo mal na rotina,
vejo mal no que não gosto.
Essa monotonia sem sal?
Não, a rotina que me engana
e na cadeira me recosto.
Por mais que faça algo novo,
o novo vira velho e rotineiro,
e a vida é assim, um vespeiro
velho que eu por fim renovo.
Seria a vida feita de novas
emoções velhas
e as emoções velhas
de vidas renovadas?
Tédio e rotina, que besteira.
É um tédio que assola o dia,
cansando o Sol que se põe
porque cansou de iluminar
essa parte em que estou
e foi dar luz a outro lugar.
Não tem remédio
para saber se tudo isso valia
ou não a pena, ele depõe
por estar cansado disso
tudo e ver tanto descaso
desse povo submisso.
Andando no prédio,
ela percebe que talvez faria
sentido o que ele propõe;
seria uma vida sossegada,
poder sair da cidade grande
e viverem juntos em Pasárgada.
Seria rotina um mal?
Eu não vejo mal na rotina,
vejo mal no que não gosto.
Essa monotonia sem sal?
Não, a rotina que me engana
e na cadeira me recosto.
Por mais que faça algo novo,
o novo vira velho e rotineiro,
e a vida é assim, um vespeiro
velho que eu por fim renovo.
Seria a vida feita de novas
emoções velhas
e as emoções velhas
de vidas renovadas?
Tédio e rotina, que besteira.
sábado, 13 de novembro de 2010
24/7 (Esperar parte 2)
Te esperar foi inconsciente,
pois não me permitia.
Você não estava livre assim,
tinha alguém na minha frente
e era um problema para mim.
Fingia que te esquecia.
Neguei para todos em volta,
dizia que isso "passou",
o que acontecia não tinha mal,
pois escondi no meio da revolta
do vazio da vida superficial
a ausência do que levou.
Não te esqueci completamente,
tentei, mas desisti.
De alguma forma me enfeitiçou,
tomou minha alma, corpo e mente.
Do meu ser, você se apossou,
e eu não resisti.
Na sua presença a escuridão
sempre se faz clara.
Na sua ausência eu perguntava
por ti, não importava a ocasião,
pois alguma coisa faltava...
era sua beleza rara.
Pensando bem, não foi tão fácil
e inconsciente como disse.
Eu fazia questão de estar perto
e quando te encontrava era notável
que eu deixava meu peito aberto
para que você visse.
Vivia afundado nesse turbilhão.
Ver você me feria,
pois sempre estava acompanhada
e eu queria lhe segurar pela mão,
para te tornar a minha amada,
talvez um dia.
Todos me viam como um torto,
era meu jeito de fugir.
Preferia ser lúcido e decente
mas me acelerava à ser morto,
me comportava como demente
e acabava por me ferir.
Não tem como eu te explicar,
deixo que interprete.
Apenas escrevo aqui esperando
esse longo tempo todo passar,
enquanto fico te desejando
vinte e quatro por sete.
pois não me permitia.
Você não estava livre assim,
tinha alguém na minha frente
e era um problema para mim.
Fingia que te esquecia.
Neguei para todos em volta,
dizia que isso "passou",
o que acontecia não tinha mal,
pois escondi no meio da revolta
do vazio da vida superficial
a ausência do que levou.
Não te esqueci completamente,
tentei, mas desisti.
De alguma forma me enfeitiçou,
tomou minha alma, corpo e mente.
Do meu ser, você se apossou,
e eu não resisti.
Na sua presença a escuridão
sempre se faz clara.
Na sua ausência eu perguntava
por ti, não importava a ocasião,
pois alguma coisa faltava...
era sua beleza rara.
Pensando bem, não foi tão fácil
e inconsciente como disse.
Eu fazia questão de estar perto
e quando te encontrava era notável
que eu deixava meu peito aberto
para que você visse.
Vivia afundado nesse turbilhão.
Ver você me feria,
pois sempre estava acompanhada
e eu queria lhe segurar pela mão,
para te tornar a minha amada,
talvez um dia.
Todos me viam como um torto,
era meu jeito de fugir.
Preferia ser lúcido e decente
mas me acelerava à ser morto,
me comportava como demente
e acabava por me ferir.
Não tem como eu te explicar,
deixo que interprete.
Apenas escrevo aqui esperando
esse longo tempo todo passar,
enquanto fico te desejando
vinte e quatro por sete.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
A diferença das frutas
Essa grande maçã que muitos querem
me parece fútil, me serve de nada
não é pelo fato de que todos a querem
que não me serve, apenas não espero
algo dela, é azeda e suja, mal lavada.
Apenas não me agrada, apenas não a quero.
Quero de volta uma fruta que tem aqui,
gosto mais da produção nossa, tropical.
Tem muito mais sabor, com suco delicioso
que me refresca no verão; até como caqui,
e se for algo não doce, não preciso de sal.
Talvez alguns me acusem de ser teimoso,
mas quando me pego comendo maçã, insisto
em criticar, perto de outras, não é nada,
e sim uma fruta meio sem graça e sabor,
nada como estar com a minha mão lambusada
de manga suculenta de fiapos, não resisto,
é doce na medida, e como seja lá onde for.
Mas por favor, não me dê essa grande maçã
novamente, quero ficar um bom tempo longe
dessa fruta insossa que acho bem sem graça.
Não adianta, é fruta tropical que como onde
for, sejá lá na minha casa ou em um praça,
e lhe dou um pedaço na boca, toda manhã.
me parece fútil, me serve de nada
não é pelo fato de que todos a querem
que não me serve, apenas não espero
algo dela, é azeda e suja, mal lavada.
Apenas não me agrada, apenas não a quero.
Quero de volta uma fruta que tem aqui,
gosto mais da produção nossa, tropical.
Tem muito mais sabor, com suco delicioso
que me refresca no verão; até como caqui,
e se for algo não doce, não preciso de sal.
Talvez alguns me acusem de ser teimoso,
mas quando me pego comendo maçã, insisto
em criticar, perto de outras, não é nada,
e sim uma fruta meio sem graça e sabor,
nada como estar com a minha mão lambusada
de manga suculenta de fiapos, não resisto,
é doce na medida, e como seja lá onde for.
Mas por favor, não me dê essa grande maçã
novamente, quero ficar um bom tempo longe
dessa fruta insossa que acho bem sem graça.
Não adianta, é fruta tropical que como onde
for, sejá lá na minha casa ou em um praça,
e lhe dou um pedaço na boca, toda manhã.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
É difícil ficar longe de você
É difícil, muito difícil,
mas fico louco só de pensar,
fico ouriçado de tanto lembrar
que dias perfeitos existem.
Ter tudo que quero é impossível,
desisto, deixo que levem
o que é inútil e guardo junto
essa mulher que é meu mundo,
é meu fogo, minha água, meu chão
que ninguém pode me roubar.
Faço de tudo até um ritual
para mostrar devoção total,
trago oferendas para lhe agradar.
Mas não me olhe assim não,
quero que entenda a falta
que sinto, que vem e me mata.
É difícil ter que ir embora,
ficar longe por poucas horas,
longe de onde você mora,
longe de onde você dorme,
longe da sua presença.
É difícil ficar longe de você.
--
Deprê, né?
Não era para ser, mas saiu assim. :P
Mas... pensamento positivo!!! :)
mas fico louco só de pensar,
fico ouriçado de tanto lembrar
que dias perfeitos existem.
Ter tudo que quero é impossível,
desisto, deixo que levem
o que é inútil e guardo junto
essa mulher que é meu mundo,
é meu fogo, minha água, meu chão
que ninguém pode me roubar.
Faço de tudo até um ritual
para mostrar devoção total,
trago oferendas para lhe agradar.
Mas não me olhe assim não,
quero que entenda a falta
que sinto, que vem e me mata.
É difícil ter que ir embora,
ficar longe por poucas horas,
longe de onde você mora,
longe de onde você dorme,
longe da sua presença.
É difícil ficar longe de você.
--
Deprê, né?
Não era para ser, mas saiu assim. :P
Mas... pensamento positivo!!! :)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Conversa de bar sobre desenho
A: (empolgado)
Vi aquele traço rodar na folha
gerando uma forma aqui e ali
numa linha fina de nanquim,
formando um quadril, depois um umbigo
apenas um mero detalhe de um furo.
Meu amigo, se eu puder te explicar
o que vi ali; aquele traço se tornando
palpável as minhas mãos
e tendo reações ao toque de meus dedos
aquele abdome feminino se projetando
na realidade de minha visão.
Antes de você tomar esse gole,
tá, eu sei que a cerveja vai esquentar,
mas cara, a figura ficava assim
oscilando entre o papel e o corpo
real, daquelas mulheres que caímos
de joelho, de cara no chão, é mole?
Não me diz que foi alucinógeno,
não tomei nada além de água mineral,
não comi nada demais além de arroz e feijão.
B: (um tanto descrente com o começo do papo)
Irmãozinho, deixa eu te interromper,
eu trabalho com desenho, design a anos,
e você não, é um cara de matemática e letras,
no máximo, o que te deu de resolver brincar
com tinta, lápis, papel e canetas?
Ninguém te avisou que pode ser
fatal e te levar por baixo dos panos
a outro mundo ou uma loucura?
Eu te avisei que um dia você ia pirar...
A: (indagava se B estava duvidando)
Eu me lembro, como poderia esquecer?
B: (dando de ombros)
É por isso que eu nem tento escrever.
A: (sentindo-se desdenhado)
Mas devia, é um complemento que pode ajudar.
B: (acalmando os ânimos de A)
Está bem, um dia vou tentar,
mas continue.
A:
Então, quando vi no meu traço feio,
sair aquela coxa gostosa saliente
no papel, pude perceber que algo
poderia estar errado na minha mente,
mas não consegui parar o rascunho
B: (gargalhando)
Peraê, você tá me falando de rascunho!?
Ah "bro", vá se foder!
Dá logo aqui essa bagaça que eu quero ver.
A: (irritado)
Toma a folha aê, zé-ruela!
B: (rindo)
Putz meu, como você desenha mal!
Mas eu vi potencial, me empresta?
A: (um tanto contrariado)
Me diz algo que eu não sei!
Sim, pode levar, mas é o que me resta.
Então devolva!
B: (perplexo com o drama alheio)
Como assim é o que te resta?
A: (tentando valorizar a "obra")
Você não deixou eu terminar, ouça:
Vieram as coxas, depois fiz todos os membros
e me veio esses seios na cabeça...
a hora que eles surgiram...
fiquei ouriçado, excitado,
quando me vi já desenha os lábios
os olhos, o rosto... só pintei a boca.
aí parti para o centro e desenhei a buceta.
B: (lhe invade, uma vontade de tornar próximo o que A lhe explica)
Posso arte-finalizar isso?
Faria umas correções...
A: (ficando empolgado com o interesse de B)
Deixa eu terminar, depois você
faz as suas observações.
Surgiu essa mulher em cima da mesa,
nua em pelo, perfeita.
Falando coisas no meu ouvido
e perfumada com cheiro de flor.
Era menina-mulher feita
de pele, carne e osso, de amor.
Em suma, transava como louca
e ainda mordia minha boca.
B: (rindo e pensando que A seria um bom escritor de filme pornô, e só...)
Esse teu sonho tava bom demais, hein?
A: (mostrava orgulhoso as marcas da noite)
Se fosse sonho... estou com marcas
nas costas e o melhor de tudo,
uma mordida no cotovelo.
Se não acredita, tente morder o seu!
E se ela aparecer no meio da arte,
não se esqueça que esse desenho é meu!
B: (se ria, mas olhava aquelas marcas de dentes no cotovelo de A com certa inveja)
Como você é egoísta, e ciumento!
Mas tudo bem, respeito o seu desenho.
Agora toma essa cerveja!
Eu faço a arte e você escreve.
A: (agora ria e concordava, iria escrever mais sobre isso)
Tá bom, fica assim.
Acho que serve.
Vi aquele traço rodar na folha
gerando uma forma aqui e ali
numa linha fina de nanquim,
formando um quadril, depois um umbigo
apenas um mero detalhe de um furo.
Meu amigo, se eu puder te explicar
o que vi ali; aquele traço se tornando
palpável as minhas mãos
e tendo reações ao toque de meus dedos
aquele abdome feminino se projetando
na realidade de minha visão.
Antes de você tomar esse gole,
tá, eu sei que a cerveja vai esquentar,
mas cara, a figura ficava assim
oscilando entre o papel e o corpo
real, daquelas mulheres que caímos
de joelho, de cara no chão, é mole?
Não me diz que foi alucinógeno,
não tomei nada além de água mineral,
não comi nada demais além de arroz e feijão.
B: (um tanto descrente com o começo do papo)
Irmãozinho, deixa eu te interromper,
eu trabalho com desenho, design a anos,
e você não, é um cara de matemática e letras,
no máximo, o que te deu de resolver brincar
com tinta, lápis, papel e canetas?
Ninguém te avisou que pode ser
fatal e te levar por baixo dos panos
a outro mundo ou uma loucura?
Eu te avisei que um dia você ia pirar...
A: (indagava se B estava duvidando)
Eu me lembro, como poderia esquecer?
B: (dando de ombros)
É por isso que eu nem tento escrever.
A: (sentindo-se desdenhado)
Mas devia, é um complemento que pode ajudar.
B: (acalmando os ânimos de A)
Está bem, um dia vou tentar,
mas continue.
A:
Então, quando vi no meu traço feio,
sair aquela coxa gostosa saliente
no papel, pude perceber que algo
poderia estar errado na minha mente,
mas não consegui parar o rascunho
B: (gargalhando)
Peraê, você tá me falando de rascunho!?
Ah "bro", vá se foder!
Dá logo aqui essa bagaça que eu quero ver.
A: (irritado)
Toma a folha aê, zé-ruela!
B: (rindo)
Putz meu, como você desenha mal!
Mas eu vi potencial, me empresta?
A: (um tanto contrariado)
Me diz algo que eu não sei!
Sim, pode levar, mas é o que me resta.
Então devolva!
B: (perplexo com o drama alheio)
Como assim é o que te resta?
A: (tentando valorizar a "obra")
Você não deixou eu terminar, ouça:
Vieram as coxas, depois fiz todos os membros
e me veio esses seios na cabeça...
a hora que eles surgiram...
fiquei ouriçado, excitado,
quando me vi já desenha os lábios
os olhos, o rosto... só pintei a boca.
aí parti para o centro e desenhei a buceta.
B: (lhe invade, uma vontade de tornar próximo o que A lhe explica)
Posso arte-finalizar isso?
Faria umas correções...
A: (ficando empolgado com o interesse de B)
Deixa eu terminar, depois você
faz as suas observações.
Surgiu essa mulher em cima da mesa,
nua em pelo, perfeita.
Falando coisas no meu ouvido
e perfumada com cheiro de flor.
Era menina-mulher feita
de pele, carne e osso, de amor.
Em suma, transava como louca
e ainda mordia minha boca.
B: (rindo e pensando que A seria um bom escritor de filme pornô, e só...)
Esse teu sonho tava bom demais, hein?
A: (mostrava orgulhoso as marcas da noite)
Se fosse sonho... estou com marcas
nas costas e o melhor de tudo,
uma mordida no cotovelo.
Se não acredita, tente morder o seu!
E se ela aparecer no meio da arte,
não se esqueça que esse desenho é meu!
B: (se ria, mas olhava aquelas marcas de dentes no cotovelo de A com certa inveja)
Como você é egoísta, e ciumento!
Mas tudo bem, respeito o seu desenho.
Agora toma essa cerveja!
Eu faço a arte e você escreve.
A: (agora ria e concordava, iria escrever mais sobre isso)
Tá bom, fica assim.
Acho que serve.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Esperar é uma arte
Esperar é uma magnífica arte,
não acha? Eu acho.
Aguardar o momento certo,
certeiro da ação de sua parte.
A parte de chegar perto,
sabe? Sem relaxo.
Esperar e conhecer a pessoa,
deixar algo fluir,
sem planejar, apenas deixar.
Não se força algo que afeiçoa,
se for, há de se afeiçoar
senão, deixe partir.
Esperar nunca será planejar,
muito menos é um jogo,
nesse caso é viver sua vida
e se alguém vier a lhe parar
o coração, assim sem saída,
apenas aceite logo.
Pode estar de braços abertos,
aceitar o que é bom
e o que não é, também é esperar.
Emoções seguem caminhos espertos
que nos fazem odiar e amar.
Assim perdemos o tom.
Junto disso vem a tolerância,
que é grande amiga.
Se houver, terá boa convivência
pois tudo tem sua importância.
Se não houver, então paciência...
Não caia numa briga.
"Esperar" é um verbo, sereno
e um tanto misterioso.
Seus significados no dicionário
são vastos, mas ainda pequenos,
perto do que são no meu imaginário,
que viaja quando ocioso.
Espero sempre poder te esperar
Quando vem e quando parte,
seja lá onde, como e quando for,
não importa o quanto for demorar,
pois já tem meu amor.
Esperar você é uma arte.
não acha? Eu acho.
Aguardar o momento certo,
certeiro da ação de sua parte.
A parte de chegar perto,
sabe? Sem relaxo.
Esperar e conhecer a pessoa,
deixar algo fluir,
sem planejar, apenas deixar.
Não se força algo que afeiçoa,
se for, há de se afeiçoar
senão, deixe partir.
Esperar nunca será planejar,
muito menos é um jogo,
nesse caso é viver sua vida
e se alguém vier a lhe parar
o coração, assim sem saída,
apenas aceite logo.
Pode estar de braços abertos,
aceitar o que é bom
e o que não é, também é esperar.
Emoções seguem caminhos espertos
que nos fazem odiar e amar.
Assim perdemos o tom.
Junto disso vem a tolerância,
que é grande amiga.
Se houver, terá boa convivência
pois tudo tem sua importância.
Se não houver, então paciência...
Não caia numa briga.
"Esperar" é um verbo, sereno
e um tanto misterioso.
Seus significados no dicionário
são vastos, mas ainda pequenos,
perto do que são no meu imaginário,
que viaja quando ocioso.
Espero sempre poder te esperar
Quando vem e quando parte,
seja lá onde, como e quando for,
não importa o quanto for demorar,
pois já tem meu amor.
Esperar você é uma arte.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
R$2,50
O anos passam, né?
Até passam rápido se deixarmos, ou passam bem devagar, naquele passo de tartaruga, lento, que dá para para planejar muitas coisas em apenas um minuto. Eu já passei anos, rápidos, vagarosos, mistos, cinzas, coloridos, pretos e brancos. E nunca deixei de acreditar na loteria. Também nunca ganhei nada, até hoje. Não, infelizmente não sou um felizardo da megasena, se fosse, provavelmente o mundo não me veria por aí, eu sumiria por uns anos, lentos, sim, por que qual é o motivo de viver correndo? Apressar a morte? Faça-me o favor... Enfim, fui premiado! ESTÚPIDOS R$2,50!!! Já dá para tomar uma Bohemia no "Sem Pescoço", fantástico, não? Eu não vou investir esses RICOS E VALIOSOS R$2,50 em mais um jogo de loteria. Vou investir em diversão. Porque eu acredito realmente em diversão, mesmo que ainda acredite em loteria; a vida é uma loteria, pô! Tem apostas que ganhamos, tem apostas que perdemos. Se eu não apostasse, provavelmente não teria aproveitado nada, teria ficado numa vida pacata, sem experiência, sem amores, sem tesão, sem emoção. Porra, não sou viciado em jogo, não considero a vida um jogo, muito menos amor, não jogo. Apenas não me seguro em certas coisas, apenas aposto, e deixo acontecer o que tiver que acontecer. A única coisa que me permito jogar é a loteria federal, onde eu aposto dinheiro, religiosamente, semanalmente, e ganhei, repito, GANHEI! R$2,50!!! MEU, É UMA CERVEJA!!! Quando você pode se dar ao luxo de falar assim "ganhei uma cerveja"? Eu não fazia idéia que R$0,50 poderiam se pagar!
Parece besta isso né? Eu sei que isso não cobre nem passagem de ônibus, muito menos de metrô, mas dá para comprar sonhos na padaria... sou idiota por sonhos. Sonho com sonhos, sonho com ela; ela é um sonho real. Quem sabe ela toma uma cerveja comigo hoje, ou come sonho da padaria...
Fico imaginando, pois se eu continuasse hesitando, não apostasse no meu instinto, talvez não estivesse com ela. Os anos, dois, passaram... perdi muitos jogos da loteria federal nesse tempo, mas estes R$2,50, significam muito para mim. No momento significam o mundo, significam que eu posso continuar jogando e talvez, TALVEZ, acertar uma quina num jogo de sena (hei, é uma graninha!!!), mas significa mais ainda, significa que eu posso continuar me arriscando em meus palpites, e acreditar em sorte. Sim, eu me apego a certos detalhes e crio simbolismos válidos apenas para mim. Acertar 11 números num jogo de Lotofácil, de repente, vira uma revolução na minha cabeça. Podem me chamar de maluco, não será a primeira vez. O legal é que eu consigo traçar paralelos entre tudo isso. A parte realmente legal é usar tudo isso como desculpa esfarrapada para tentar explicar que eu, mesmo sendo premiado apenas com R$2,50, me sinto o homem mais sortudo do mundo, e não é por causa da Lotofácil(nem para ser o prêmio cheio...), por causa de outras coisas, como achar aquele disco raro por uma bagatela de 10 reais, conseguir escapar de alguma coisa ruim, ganhar qualquer coisa boa por aí.
Eu me sinto sortudo, o homem mais sortudo do mundo, por poder ser dela e lhe dar meu amor, assim, livre. Não há megasena, loteria, aposta de casino, qualquer outra coisa que seja melhor do que estar junto dela.
E tem uma grande diferença: com ela nada é jogo, é real, é emocionante e é melhor.
--
Momento piegas: se a vida é uma loteria, tirei o prêmio máximo!
Pronto, atirem os tomates, NÃO LIGO! :P
Até passam rápido se deixarmos, ou passam bem devagar, naquele passo de tartaruga, lento, que dá para para planejar muitas coisas em apenas um minuto. Eu já passei anos, rápidos, vagarosos, mistos, cinzas, coloridos, pretos e brancos. E nunca deixei de acreditar na loteria. Também nunca ganhei nada, até hoje. Não, infelizmente não sou um felizardo da megasena, se fosse, provavelmente o mundo não me veria por aí, eu sumiria por uns anos, lentos, sim, por que qual é o motivo de viver correndo? Apressar a morte? Faça-me o favor... Enfim, fui premiado! ESTÚPIDOS R$2,50!!! Já dá para tomar uma Bohemia no "Sem Pescoço", fantástico, não? Eu não vou investir esses RICOS E VALIOSOS R$2,50 em mais um jogo de loteria. Vou investir em diversão. Porque eu acredito realmente em diversão, mesmo que ainda acredite em loteria; a vida é uma loteria, pô! Tem apostas que ganhamos, tem apostas que perdemos. Se eu não apostasse, provavelmente não teria aproveitado nada, teria ficado numa vida pacata, sem experiência, sem amores, sem tesão, sem emoção. Porra, não sou viciado em jogo, não considero a vida um jogo, muito menos amor, não jogo. Apenas não me seguro em certas coisas, apenas aposto, e deixo acontecer o que tiver que acontecer. A única coisa que me permito jogar é a loteria federal, onde eu aposto dinheiro, religiosamente, semanalmente, e ganhei, repito, GANHEI! R$2,50!!! MEU, É UMA CERVEJA!!! Quando você pode se dar ao luxo de falar assim "ganhei uma cerveja"? Eu não fazia idéia que R$0,50 poderiam se pagar!
Parece besta isso né? Eu sei que isso não cobre nem passagem de ônibus, muito menos de metrô, mas dá para comprar sonhos na padaria... sou idiota por sonhos. Sonho com sonhos, sonho com ela; ela é um sonho real. Quem sabe ela toma uma cerveja comigo hoje, ou come sonho da padaria...
Fico imaginando, pois se eu continuasse hesitando, não apostasse no meu instinto, talvez não estivesse com ela. Os anos, dois, passaram... perdi muitos jogos da loteria federal nesse tempo, mas estes R$2,50, significam muito para mim. No momento significam o mundo, significam que eu posso continuar jogando e talvez, TALVEZ, acertar uma quina num jogo de sena (hei, é uma graninha!!!), mas significa mais ainda, significa que eu posso continuar me arriscando em meus palpites, e acreditar em sorte. Sim, eu me apego a certos detalhes e crio simbolismos válidos apenas para mim. Acertar 11 números num jogo de Lotofácil, de repente, vira uma revolução na minha cabeça. Podem me chamar de maluco, não será a primeira vez. O legal é que eu consigo traçar paralelos entre tudo isso. A parte realmente legal é usar tudo isso como desculpa esfarrapada para tentar explicar que eu, mesmo sendo premiado apenas com R$2,50, me sinto o homem mais sortudo do mundo, e não é por causa da Lotofácil(nem para ser o prêmio cheio...), por causa de outras coisas, como achar aquele disco raro por uma bagatela de 10 reais, conseguir escapar de alguma coisa ruim, ganhar qualquer coisa boa por aí.
Eu me sinto sortudo, o homem mais sortudo do mundo, por poder ser dela e lhe dar meu amor, assim, livre. Não há megasena, loteria, aposta de casino, qualquer outra coisa que seja melhor do que estar junto dela.
E tem uma grande diferença: com ela nada é jogo, é real, é emocionante e é melhor.
--
Momento piegas: se a vida é uma loteria, tirei o prêmio máximo!
Pronto, atirem os tomates, NÃO LIGO! :P
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Cidade coroa
Eu fecho os olhos e viajo,
penso nesse calor num riacho
mas acordo dentro da cidade,
já velha em sua idade,
com sua sociedade
que reclama como idosa,
sentindo a falta de uma rosa
ou outra flor qualquer cheirosa.
Às vezes a vida tira um sarro,
pois estava imaginando dentro do carro,
parado numa praça cheia de flores,
e essas vão caindo, com dores
de uma velha sem seus amores.
Essa cidade que um dia nasceu,
veio a crescer e até floresceu,
agora só engorda, envelheceu.
Nessa praça sem riacho, sonho
dentro do meu carro, faço rascunho
destes versos sobre essa gigante
São Paulo, que é fascinante
e vive expandindo inconstante.
E mesmo velha, se maquia
se renovando a cada ceia
mesmo suja, se floreia.
penso nesse calor num riacho
mas acordo dentro da cidade,
já velha em sua idade,
com sua sociedade
que reclama como idosa,
sentindo a falta de uma rosa
ou outra flor qualquer cheirosa.
Às vezes a vida tira um sarro,
pois estava imaginando dentro do carro,
parado numa praça cheia de flores,
e essas vão caindo, com dores
de uma velha sem seus amores.
Essa cidade que um dia nasceu,
veio a crescer e até floresceu,
agora só engorda, envelheceu.
Nessa praça sem riacho, sonho
dentro do meu carro, faço rascunho
destes versos sobre essa gigante
São Paulo, que é fascinante
e vive expandindo inconstante.
E mesmo velha, se maquia
se renovando a cada ceia
mesmo suja, se floreia.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Essa vida
Descobri que a vida é curta, é frágil, é ridícula e é bonita.
O problema é que ela não significa muito sem você, assim,
Sem arte, sem poesia, sem lembranças.
E se for assim vazia, não há sentido em viver,
Não há alegria que me deixe perdido sem te ver.
Se for para ficar sozinho, prefiro me perder.
Se você soubesse como muda cada coisa em mim... até irrita...
Talvez ficaria um tanto perdida comigo, pois,
Tem amor de sobra, tem esperanças.
Junto de ti descobri que
A vida é curta, frágil, ridícula e bonita.
--
Se eu chegar ao lado certo, vou agradecer Clarice pessoalmente pela ajudinha.
O problema é que ela não significa muito sem você, assim,
Sem arte, sem poesia, sem lembranças.
E se for assim vazia, não há sentido em viver,
Não há alegria que me deixe perdido sem te ver.
Se for para ficar sozinho, prefiro me perder.
Se você soubesse como muda cada coisa em mim... até irrita...
Talvez ficaria um tanto perdida comigo, pois,
Tem amor de sobra, tem esperanças.
Junto de ti descobri que
A vida é curta, frágil, ridícula e bonita.
--
Se eu chegar ao lado certo, vou agradecer Clarice pessoalmente pela ajudinha.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Não negar
Já li poemas deprimidos,
um tanto depravados,
muito contidos,
safados
e sentidos.
Dizem que um poeta deve
sentir solidão,
sentir o frio da neve,
a desilusão,
se deixar enerve.
Tiramos lições de versos,
verdades,
bobagens aos restos,
mas não é sempre
que estão corretos.
Mas a lição que aprendi
é que posso falar
do amor que me invade,
vindo clarear
meus dias até tarde.
O poetas podem errar,
todos podem,
ao reclamar
do que sofrem,
deixam o amor se negar;
eu não nego mais,
não sou mais capaz,
muito bem me faz.
Você é quem me traz,
no coração, fogo e paz.
E assim eu te chamo;
o que muitos poetas
não disseram, eu declamo
em meus poemas:
"Eu te amo."
um tanto depravados,
muito contidos,
safados
e sentidos.
Dizem que um poeta deve
sentir solidão,
sentir o frio da neve,
a desilusão,
se deixar enerve.
Tiramos lições de versos,
verdades,
bobagens aos restos,
mas não é sempre
que estão corretos.
Mas a lição que aprendi
é que posso falar
do amor que me invade,
vindo clarear
meus dias até tarde.
O poetas podem errar,
todos podem,
ao reclamar
do que sofrem,
deixam o amor se negar;
eu não nego mais,
não sou mais capaz,
muito bem me faz.
Você é quem me traz,
no coração, fogo e paz.
E assim eu te chamo;
o que muitos poetas
não disseram, eu declamo
em meus poemas:
"Eu te amo."
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Adeus pontos!
Três na frente,
dois atrás,
esses pontos
pretos que conto,
presos por um
nó que se desfaz,
deixando ausente
furos um a um.
É engraçado, né?
Como esses versos
sem cabeça nem pé,
falam de furos
e geram novos muros,
mas ao ouvido
esses excessos
fazem algum sentido;
esses dois cortes
já têm cicatrizes,
nessa louca orelha
que escuta rimas
soando felizes,
outros não, por sorte
não ouvem centelhas
onde passa a lima.
dois atrás,
esses pontos
pretos que conto,
presos por um
nó que se desfaz,
deixando ausente
furos um a um.
É engraçado, né?
Como esses versos
sem cabeça nem pé,
falam de furos
e geram novos muros,
mas ao ouvido
esses excessos
fazem algum sentido;
esses dois cortes
já têm cicatrizes,
nessa louca orelha
que escuta rimas
soando felizes,
outros não, por sorte
não ouvem centelhas
onde passa a lima.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Diferente de Aurel
Não quero ser seu Aurel
por isso digo "não":
Não à decepção;
Não à religião;
Não à exigência;
Não à família;
Não à vã filosofia;
Não à retórica;
Não em te tratar como Flória;
Não em te tirar o sobrenome Emília;
Não em abandonar;
Não ao que é de ruim.
Pois eu sou ao contrário,
Dessa existência eu tiro o véu:
Sim, a vida é curta;
Sim, é você que eu quero;
Sim, eu te espero;
Sim ao impulso;
Sim às cores;
Sim às flores;
Sim à luz;
Sim às pedras;
Sim aos meus infantis temores;
Sim ao que é realmente bom.
Nada de Aurel e Flória.
Nada de tropel à glória.
Nada de velhas histórias.
Tudo de lindas memórias.
Tudo de doces vitórias.
Tudo de verdades simplórias.
Que são o tudo e o nada,
onde se nada nesse todo
nessa imensidão de luz
que tanto nos seduz.
--
Reli esse agora de manhã, acho que ficou bom.
por isso digo "não":
Não à decepção;
Não à religião;
Não à exigência;
Não à família;
Não à vã filosofia;
Não à retórica;
Não em te tratar como Flória;
Não em te tirar o sobrenome Emília;
Não em abandonar;
Não ao que é de ruim.
Pois eu sou ao contrário,
Dessa existência eu tiro o véu:
Sim, a vida é curta;
Sim, é você que eu quero;
Sim, eu te espero;
Sim ao impulso;
Sim às cores;
Sim às flores;
Sim à luz;
Sim às pedras;
Sim aos meus infantis temores;
Sim ao que é realmente bom.
Nada de Aurel e Flória.
Nada de tropel à glória.
Nada de velhas histórias.
Tudo de lindas memórias.
Tudo de doces vitórias.
Tudo de verdades simplórias.
Que são o tudo e o nada,
onde se nada nesse todo
nessa imensidão de luz
que tanto nos seduz.
--
Reli esse agora de manhã, acho que ficou bom.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Dia corrido...
Semana corrida também.
De estresse no começo,
loucura,
neura.
Tique nervoso meu
por causa de alguém,
que me deixa feliz,
mas está tudo bem.
Já é sexta-feira,
e vou te ver!
Se toda semana
passar depressa,
talvez sobre mais
tempo para ficar
com você,
no nosso
próprio tempo.
--
É bem isso mesmo. ;)
De estresse no começo,
loucura,
neura.
Tique nervoso meu
por causa de alguém,
que me deixa feliz,
mas está tudo bem.
Já é sexta-feira,
e vou te ver!
Se toda semana
passar depressa,
talvez sobre mais
tempo para ficar
com você,
no nosso
próprio tempo.
--
É bem isso mesmo. ;)
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Máquina
Por tanto que se mexa,
essa estranha máquina,
carburando
esquentando,
explodindo,
ainda é velha,
cheia de graxa
nas galerias,
parece uma criança,
que bem que podia
ser jovem nessa malha
de excessos.
Retrocessos dessa vida
útil dessa velha
máquina estranha
que dilacera as entranhas
de seu ser,
seu hospedeiro,
seu viver,
seu viveiro.
E como segue em frente?
Como seguir em frente?
Como ir para frente?
Tem algo em mente?
Como cresceu até hoje,
sendo que a família
foi uma ilusão da infância
e uma realidade tardia?
Será que essa máquina
aguenta tanta covardia?
Desse mundo de merda
cheio de gente que
não presta?
Eu gostaria de ajudar,
eu me faço disponível
para tal.
Mesmo sendo tão perdido
e estranho nesse mal.
Se eu não me perder,
ajudo. Me ajude a
me encontrar, talvez eu
possa te ajudar a viver.
Não é uma troca de favores.
Nem compaixão, é apenas
eu,
seguindo,
vivendo
e ajudando,
nessa confusão,
essa máquina que talvez
seja um irmão meu.
Talvez seja eu.
Talvez seja seu.
essa estranha máquina,
carburando
esquentando,
explodindo,
ainda é velha,
cheia de graxa
nas galerias,
parece uma criança,
que bem que podia
ser jovem nessa malha
de excessos.
Retrocessos dessa vida
útil dessa velha
máquina estranha
que dilacera as entranhas
de seu ser,
seu hospedeiro,
seu viver,
seu viveiro.
E como segue em frente?
Como seguir em frente?
Como ir para frente?
Tem algo em mente?
Como cresceu até hoje,
sendo que a família
foi uma ilusão da infância
e uma realidade tardia?
Será que essa máquina
aguenta tanta covardia?
Desse mundo de merda
cheio de gente que
não presta?
Eu gostaria de ajudar,
eu me faço disponível
para tal.
Mesmo sendo tão perdido
e estranho nesse mal.
Se eu não me perder,
ajudo. Me ajude a
me encontrar, talvez eu
possa te ajudar a viver.
Não é uma troca de favores.
Nem compaixão, é apenas
eu,
seguindo,
vivendo
e ajudando,
nessa confusão,
essa máquina que talvez
seja um irmão meu.
Talvez seja eu.
Talvez seja seu.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Ruiva
Ruiva, eu te deixo crescer.
Vermelha e um tanto louca,
enrosca até na minha boca,
eu não consigo te esquecer.
Eu te puxo para todo lado,
cuido para que fique linda,
mesmo assim não está ainda
como eu tenho te planejado.
Vai demorar um pouco mais
para te ter como eu quero.
Sem problema, assim espero,
sem desistir, isso jamais.
Pois já faz parte de mim,
não tem como eu me livrar
nem como você me escapar,
somos um só, os dois sim.
Vermelha e um tanto louca,
enrosca até na minha boca,
eu não consigo te esquecer.
Eu te puxo para todo lado,
cuido para que fique linda,
mesmo assim não está ainda
como eu tenho te planejado.
Vai demorar um pouco mais
para te ter como eu quero.
Sem problema, assim espero,
sem desistir, isso jamais.
Pois já faz parte de mim,
não tem como eu me livrar
nem como você me escapar,
somos um só, os dois sim.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Supernova
Duas realidades diferentes se chocam,
na colisão formam um dia perfeito
que com ou sem chuva resta ao peito
a certeza que as dimensões combinam,
mesmo criando um grande e negro buraco
sugando tudo que está em sua volta,
cada corpo e mente de estado fraco,
de órbita e trajetória por aí à solta,
rodando até o fim de suas existências
nessa espiral de loucas experiências,
gostosas, sedutoras e mais humanas
que qualquer outra situação mundana.
Apenas um dia para tudo acontecer,
explodir uma estrela à assim morrer
e criar uma supernova no coração
do seu corpo belo, e antes, estelar,
trazendo luz e uma nova radiação
para que toda a galáxia possa olhar
essa dança de astros e corpos celestes
que, em torno desse universo, se repete.
na colisão formam um dia perfeito
que com ou sem chuva resta ao peito
a certeza que as dimensões combinam,
mesmo criando um grande e negro buraco
sugando tudo que está em sua volta,
cada corpo e mente de estado fraco,
de órbita e trajetória por aí à solta,
rodando até o fim de suas existências
nessa espiral de loucas experiências,
gostosas, sedutoras e mais humanas
que qualquer outra situação mundana.
Apenas um dia para tudo acontecer,
explodir uma estrela à assim morrer
e criar uma supernova no coração
do seu corpo belo, e antes, estelar,
trazendo luz e uma nova radiação
para que toda a galáxia possa olhar
essa dança de astros e corpos celestes
que, em torno desse universo, se repete.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Risos
Risos se soltam.
Risos, de pequenos
sorrisos amenos,
a grandes sorrisos;
com juízos se soltam,
expressando alegria
de cordões à revelia
dos nós que desatam.
Se soltam,
se ouvem,
se deixam,
se juntam.
Risos, de pequenos
sorrisos amenos,
a grandes sorrisos;
com juízos se soltam,
expressando alegria
de cordões à revelia
dos nós que desatam.
Se soltam,
se ouvem,
se deixam,
se juntam.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Faxina
Arrumação:
Certas soluções não dependem de mim;
tive que tomar na cara,
na face,
no peito,
no pensamento,
que beber desse amargor,
pensar,
estragar,
esganar,
dizer "adeus" à dor.
O amargo passou, sobrou o doce,
sobrou o hoje,
venha o amanhã.
"Bagunça organizada":
Passou.
Chegou, o momento
livre de amarras,
de conceitos dos outros
e opiniões diferentes
que primam por
machucar
o que deveria ficar
por aí, independente
e livre!
Só o que é bom ficou.
O resto,
a
palavra
diz
tudo e nada,
é resto.
Eu jogo fora.
Certas soluções não dependem de mim;
tive que tomar na cara,
na face,
no peito,
no pensamento,
que beber desse amargor,
pensar,
estragar,
esganar,
dizer "adeus" à dor.
O amargo passou, sobrou o doce,
sobrou o hoje,
venha o amanhã.
"Bagunça organizada":
Passou.
Chegou, o momento
livre de amarras,
de conceitos dos outros
e opiniões diferentes
que primam por
machucar
o que deveria ficar
por aí, independente
e livre!
Só o que é bom ficou.
O resto,
a
palavra
diz
tudo e nada,
é resto.
Eu jogo fora.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Telefonema
Um telefonema;
aquele esperado ansiosamente
de muito, muito longe
é feito tão surpreendente
que esquece de tudo e onde,
até os problemas.
Essa conversa,
mesmo que curta, significa
muito, muito sentimento
que até magnifica
tal pequeno rebento
que atravessa.
A recepção
pode ser boa ou péssima,
mas não atrapalha a voz
que até na milésima
deixa laçar estes nós
no coração.
As saudades
que ficam, e não somem
palavras soltas incautas,
e o que sobra é o que falta,
agora esse destino só tem
as maldades.
Se despedem
daquele jeito apaixonado,
longo, sem querer desligar
o telefone, que quer soar,
as vozes dos coitados
se desprendem.
Não há choro,
apenas a doce memória
desse pequeno tempo
juntos, andando ao sol e vento,
fazendo uma nova história
em coro.
Não há "Adeus",
mas sim um "até logo,
apenas o bem eu te rogo"
e "queria você ao meu lado
para ter me esquentado
entre os braços teus."
Ambos sorriram.
"Deixará de ser fantasia
e voltará a ser realidade;
não tenho agonia,
só me resta a saudade..."
Beijos, desligam.
aquele esperado ansiosamente
de muito, muito longe
é feito tão surpreendente
que esquece de tudo e onde,
até os problemas.
Essa conversa,
mesmo que curta, significa
muito, muito sentimento
que até magnifica
tal pequeno rebento
que atravessa.
A recepção
pode ser boa ou péssima,
mas não atrapalha a voz
que até na milésima
deixa laçar estes nós
no coração.
As saudades
que ficam, e não somem
palavras soltas incautas,
e o que sobra é o que falta,
agora esse destino só tem
as maldades.
Se despedem
daquele jeito apaixonado,
longo, sem querer desligar
o telefone, que quer soar,
as vozes dos coitados
se desprendem.
Não há choro,
apenas a doce memória
desse pequeno tempo
juntos, andando ao sol e vento,
fazendo uma nova história
em coro.
Não há "Adeus",
mas sim um "até logo,
apenas o bem eu te rogo"
e "queria você ao meu lado
para ter me esquentado
entre os braços teus."
Ambos sorriram.
"Deixará de ser fantasia
e voltará a ser realidade;
não tenho agonia,
só me resta a saudade..."
Beijos, desligam.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Soneto da desconfiança
Se eu te tenho por merecer,
se sou sincero ao te querer,
se sou honesto em palavras,
e com você eu sempre estava,
por que desconfia de mim?
Se não fiz algo de ruim,
deveria acreditar em mim
e não me investigar assim.
Não sou nenhum criminoso
e não te devo informação
do que faço quando ocioso.
Tenho vida própria também.
Você não é a única obrigação
que diariamente me convém.
se sou sincero ao te querer,
se sou honesto em palavras,
e com você eu sempre estava,
por que desconfia de mim?
Se não fiz algo de ruim,
deveria acreditar em mim
e não me investigar assim.
Não sou nenhum criminoso
e não te devo informação
do que faço quando ocioso.
Tenho vida própria também.
Você não é a única obrigação
que diariamente me convém.
Mas que inspiração doida
Ao ler hoje em diferentes jornais que uma certa empresa adquiriu da polícia informações sigilosas de seus empregados, tive uma certa inspiração, que alguma relação com a notícia e com um fato ocorrido recentemente na minha vida, estou fazendo um rascunho aqui de algo que pode ficar interessante para colocar nesse blog, ou não. Veremos...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Soneto do poema perdido
Já perdi poemas demais.
Joguei alguns fora,
outros o fogo devora,
mais alguns deixei lá atrás.
Mas agora guardo cada um
dos que escrevo, de rascunho
até os que tem fim, empunho
até os de significado nenhum.
Os guardo por me arrepender,
não sei como pude perder
o que escrevi para você.
Mas um dia vou reescrevê-lo
no seu corpo nu em pêlo
e meu poema será você.
Joguei alguns fora,
outros o fogo devora,
mais alguns deixei lá atrás.
Mas agora guardo cada um
dos que escrevo, de rascunho
até os que tem fim, empunho
até os de significado nenhum.
Os guardo por me arrepender,
não sei como pude perder
o que escrevi para você.
Mas um dia vou reescrevê-lo
no seu corpo nu em pêlo
e meu poema será você.
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