Dizem que ele está lá no alto,
protegido de tudo,
mas você vê apenas uma casa
no nível do asfalto
e não sabe mais
se está vivendo a realidade.
Não adianta consultar oráculo,
não vai te explicar
seria isso a nossa cova rasa
vista por binóculo,
ou nos deixamos
dominar pelos controladores?
Ele não consegue te entender
pois escreveu antes
o que pode ser real agora.
Talvez sem perceber
vivemos o que eles
querem sem sequer questionar.
Alienação superior e poderosa
ou apenas paranóia?
Essa resposta está perdida
na massa nebulosa
da mente inquieta
que agora quer atormentar.
Não vai ter nenhuma sabedoria
que vai esconder
o fato, agora que procuram
a resposta todo dia.
Chegou a nossa hora
de acabar com a distopia.
--
Valeu PKD!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Epicondilite
Ter epicondilite deve ser uma merda,
ainda bem que nunca passei por isso,
por mais que a articulação estale,
mas conheço quem tem, na certa,
não fala por vergonha e deixa omisso
e acha ruim que alguém lhe fale.
Até existe tratamento específico
mas tem medo de qualquer tipo de médico
insiste em ficar com esse problema,
mas de que adianta, não é o meu físico,
já dei a dica, e olha que sou cético,
mas essa pessoa gosta de fazer cena...
Penso como é bom, dos males, não tê-lo,
nessa vida já se tem muita desavença
e tenho sorte de ser um tanto saudável.
Então fique aí com sua dor de cotovelo,
já que não resolve cuidar de sua doença,
pelo menos torne sua vida passável.
E não venha me falar de seus problemas
pois já tenho os meus para me preocupar.
Não elabore cenas de filmes de cinema,
não sou ator e de graça nem vou tentar.
Vá ao médico fazer uma consulta, entenda,
ele é bem mais indicado para te ajudar.
--
Se você tem problema consigo mesmo, saiba lidar com ele sozinho.
Capisce?
ainda bem que nunca passei por isso,
por mais que a articulação estale,
mas conheço quem tem, na certa,
não fala por vergonha e deixa omisso
e acha ruim que alguém lhe fale.
Até existe tratamento específico
mas tem medo de qualquer tipo de médico
insiste em ficar com esse problema,
mas de que adianta, não é o meu físico,
já dei a dica, e olha que sou cético,
mas essa pessoa gosta de fazer cena...
Penso como é bom, dos males, não tê-lo,
nessa vida já se tem muita desavença
e tenho sorte de ser um tanto saudável.
Então fique aí com sua dor de cotovelo,
já que não resolve cuidar de sua doença,
pelo menos torne sua vida passável.
E não venha me falar de seus problemas
pois já tenho os meus para me preocupar.
Não elabore cenas de filmes de cinema,
não sou ator e de graça nem vou tentar.
Vá ao médico fazer uma consulta, entenda,
ele é bem mais indicado para te ajudar.
--
Se você tem problema consigo mesmo, saiba lidar com ele sozinho.
Capisce?
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Uma só
Cedem os fios
que conectam, finos,
a existência lúdica
solta em essência,
única revolta
dessa escuridão.
Como fibras podem
comandar, o ânimo
participa e convém,
uma depressão;
uma preocupação
e o fim da paciência.
Como uma emoção
tão fria e vulnerável
contagia?
Ah, saúde deplorável...
O fim da vida é sua
decadência.
A vida sempre acaba nua.
que conectam, finos,
a existência lúdica
solta em essência,
única revolta
dessa escuridão.
Como fibras podem
comandar, o ânimo
participa e convém,
uma depressão;
uma preocupação
e o fim da paciência.
Como uma emoção
tão fria e vulnerável
contagia?
Ah, saúde deplorável...
O fim da vida é sua
decadência.
A vida sempre acaba nua.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A Minha Flora
A minha alegria está em ver as árvores,
seja na chuva ou no sol; eu as vejo balançar
nas terras esquecidas onde não interferem
ao balanço natural da luz, sombra e flores.
A minha vontade é de poder lhe contar
coisas que só minha mente pode sonhar
e que só você possa, com atenção, ouvir
as palavras que eu venha a proferir.
Você, minha raiz de realidade que nem plantei,
me dá o melhor dos dois mundos de graça;
eu toco a sua folhagem e respiro seu ar,
então eu cuido para que fique como sonhei.
Mas seria esse sonho de cuidar de você
uma realidade do meu dia à dia ao seu lado
ou seria um sonho de um fato não consumado,
fico na dúvida se é real ou algo sonhado.
Minha floresta de sombra, vento e luz clara,
quando chove fica fresca, no sol quente e rara;
nas terras onde você balança sua folhagem
falo com as plantas e cuido dessa nossa alegria.
Seja qual for a estação, sinto sua magia,
Se misturando na luz da lua ou no calor do dia.
--
Não preciso explicar, seu nome está lá.
seja na chuva ou no sol; eu as vejo balançar
nas terras esquecidas onde não interferem
ao balanço natural da luz, sombra e flores.
A minha vontade é de poder lhe contar
coisas que só minha mente pode sonhar
e que só você possa, com atenção, ouvir
as palavras que eu venha a proferir.
Você, minha raiz de realidade que nem plantei,
me dá o melhor dos dois mundos de graça;
eu toco a sua folhagem e respiro seu ar,
então eu cuido para que fique como sonhei.
Mas seria esse sonho de cuidar de você
uma realidade do meu dia à dia ao seu lado
ou seria um sonho de um fato não consumado,
fico na dúvida se é real ou algo sonhado.
Minha floresta de sombra, vento e luz clara,
quando chove fica fresca, no sol quente e rara;
nas terras onde você balança sua folhagem
falo com as plantas e cuido dessa nossa alegria.
Seja qual for a estação, sinto sua magia,
Se misturando na luz da lua ou no calor do dia.
--
Não preciso explicar, seu nome está lá.
Sina Insana
Encarava como uma sina
essa situação um tanto insana
porque virou a década
já faz tempo que o milênio
começou a rodar no calendário
e muitos são seguidores do fluxo
e não pensam, deixam isso para um gênio
outros ficam de fora
seguem com sua vida cada
tentando ser diferentes
e se comportam da mesma maneira
e o ser humano continua um babaca
se não está feliz
está triste
se não se contradiz
diz o que outro disse
não tem personalidade
tão pouco verdadeira individualidade
e aquilo que julga necessário
dá moral para mais um falsário
e até quando ficará assim?
É uma sina insana.
essa situação um tanto insana
porque virou a década
já faz tempo que o milênio
começou a rodar no calendário
e muitos são seguidores do fluxo
e não pensam, deixam isso para um gênio
outros ficam de fora
seguem com sua vida cada
tentando ser diferentes
e se comportam da mesma maneira
e o ser humano continua um babaca
se não está feliz
está triste
se não se contradiz
diz o que outro disse
não tem personalidade
tão pouco verdadeira individualidade
e aquilo que julga necessário
dá moral para mais um falsário
e até quando ficará assim?
É uma sina insana.
domingo, 2 de janeiro de 2011
2011
Atrasado, eu sei, mas não venho para fazer retrospectiva, isso a rede Globo já faz, eficientemente. Não venho falar nada do que aconteceu comigo, esse blog não tem função de ser um diário, é no máximo um veículo para minhas loucuras e causos que gosto de escrever de vez em nunca.
Venho apenas desejar um ano cheio de felicidade, saúde, amor, sucesso e paz para todos.
E para a mulher que me acompanha (que acompanho também, oras!) para lá e para cá, todo o meu amor, como te dou desde o primeiro dia juntos. ;*
Obrigado e tenham um ótimo 2011!
Tudo de bom! :D
Venho apenas desejar um ano cheio de felicidade, saúde, amor, sucesso e paz para todos.
E para a mulher que me acompanha (que acompanho também, oras!) para lá e para cá, todo o meu amor, como te dou desde o primeiro dia juntos. ;*
Obrigado e tenham um ótimo 2011!
Tudo de bom! :D
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Penso em você quando chove
São 14:30... faltam duas horas. 14:30 e o céu está escuro, nessa cidade com incidência de raios ímpar, uma das maiores no estado, Sanca City, Sanca, São Caetano, São Caetano do Sul. Já estou vendo todo o filme, ele repassa na minha mente como já passou tantas outras vezes na vida real. O brilho fora da janela, e alguns minutos depois, o bairro inteiro sem luz, e o trabalho acaba por ser interrompido. Esqueci em casa o livro que estou lendo, e quando a luz acabar, tudo cessará. E quando as luzes acabarem, o que será de mim? O que será de você? O que será de nós? Eu sei as respostas. Sei porque é você quem apaga as luzes quando está à minha direita, sou eu quem apaga quando trocamos de lado. E sei o que será, pois onde você estiver, onde eu sentir sua pele, sentir seu toque, quando eu ouvir sua voz, ou apenas sentir a sua presença, será meu lugar nesse mundo, meu canto, onde ninguém além de você pode invadir. Os raios vão apagar a cidade, a chuva inundará onde for possível e vai lavar a alma, mas nunca vai levar sua presença na correnteza dos rios que deixam essa pequena São Caetano do Sul ilhada do resto do mundo. Essa minha ilha, ilha da minha vida só é meu lar porque moro aqui, mas junto de você qualquer lugar é uma ilha, nossa ilha, numa gostosa chuva de verão.
Já vi que os raios estão ficando mais fortes, e logo mais estarei na escuridão de Sanca City, e enquanto chover, ficarei aqui, pensando em você.
;)
Já vi que os raios estão ficando mais fortes, e logo mais estarei na escuridão de Sanca City, e enquanto chover, ficarei aqui, pensando em você.
;)
O tempo passa
Deixa o tempo passar
os segundos marcados
por sessenta intervalos
num compasso,
o minuto.
O ponteiro,
certeiro, que passa em sessenta vezes
criando um minuto de passado;
de minutos cria-se horas
passadas, de horas cria-se
dias passados e segue
por semanas,
meses, anos, eras.
O tempo ensina passando
e a evolução,
queira ou não,
está sempre nos mudando.
Fica apenas o zeitgeist,
esse perdura enquanto
houver lembrança e nela
houver um certo encanto.
O tempo passa,
o zeitgeist é passado,
o passado é memória
que é besta ou notória
em formar uma história
que pode ou não
ter marcado
o tempo passado.
Deixa o tempo passar...
os segundos marcados
por sessenta intervalos
num compasso,
o minuto.
O ponteiro,
certeiro, que passa em sessenta vezes
criando um minuto de passado;
de minutos cria-se horas
passadas, de horas cria-se
dias passados e segue
por semanas,
meses, anos, eras.
O tempo ensina passando
e a evolução,
queira ou não,
está sempre nos mudando.
Fica apenas o zeitgeist,
esse perdura enquanto
houver lembrança e nela
houver um certo encanto.
O tempo passa,
o zeitgeist é passado,
o passado é memória
que é besta ou notória
em formar uma história
que pode ou não
ter marcado
o tempo passado.
Deixa o tempo passar...
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Coven
O congresso de bruxas cresceu
e seus fanáticos se dividiram,
às treze vagas se excederam
e o grupo em parte dissolveu,
perdeu as carnes de sacrifício
pois foram embora sem os mantos,
não deixaram sequer resquício
e absorveram todos os encantos.
A dissidência que renunciou
agora é caçada pelas malditas
purulentas, vadias e fedidas,
pois do pacto do mal se livrou
trazendo grande falta no altar
onde os rituais de ódio geram
mortes e do sangue se embebedam;
poucos conseguem se salvar.
As transformações são decrépitas,
da juventude ao corpo da cripta,
verrugas e uma precoce velhice,
das bocas saem diversas sandices,
mas quando desejam algo no mal,
elaboram mais um sangrento ritual,
percorrem florestas e cidades,
as vítimas correm mas já é tarde.
Sejam lá o que forem, velhas pagãs,
ou mulheres amantes de Satan.
Não se mede esforço para eliminar
o que acha que está a atrapalhar.
Os objetivos desse grupo vil
ao planejar adotiva Saturnália,
como fachada para abrir seu covil,
é absorver os bons em represália.
O bode de Mendes assiste à procissão
feita em homenagem à sua presença,
mas será isso uma certa desavença?
Pois sobre Baphomet não há revelação,
ninguém sabe ao certo o que ele é
nem qual o seu propósito místico,
só se sabe que é um ser metafísico,
nem se sabe se responde à uma fé.
Seres pútridos de pura maldade
transtornados e cheios de falsidade
um dia terão a sua vez.
Será fatal.
O juízo final?
Talvez...
e seus fanáticos se dividiram,
às treze vagas se excederam
e o grupo em parte dissolveu,
perdeu as carnes de sacrifício
pois foram embora sem os mantos,
não deixaram sequer resquício
e absorveram todos os encantos.
A dissidência que renunciou
agora é caçada pelas malditas
purulentas, vadias e fedidas,
pois do pacto do mal se livrou
trazendo grande falta no altar
onde os rituais de ódio geram
mortes e do sangue se embebedam;
poucos conseguem se salvar.
As transformações são decrépitas,
da juventude ao corpo da cripta,
verrugas e uma precoce velhice,
das bocas saem diversas sandices,
mas quando desejam algo no mal,
elaboram mais um sangrento ritual,
percorrem florestas e cidades,
as vítimas correm mas já é tarde.
Sejam lá o que forem, velhas pagãs,
ou mulheres amantes de Satan.
Não se mede esforço para eliminar
o que acha que está a atrapalhar.
Os objetivos desse grupo vil
ao planejar adotiva Saturnália,
como fachada para abrir seu covil,
é absorver os bons em represália.
O bode de Mendes assiste à procissão
feita em homenagem à sua presença,
mas será isso uma certa desavença?
Pois sobre Baphomet não há revelação,
ninguém sabe ao certo o que ele é
nem qual o seu propósito místico,
só se sabe que é um ser metafísico,
nem se sabe se responde à uma fé.
Seres pútridos de pura maldade
transtornados e cheios de falsidade
um dia terão a sua vez.
Será fatal.
O juízo final?
Talvez...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Infante
Trabalha como um condenado
pegando pesado,
ou simplesmente
é colocado na linha de frente.
Só sabe que é um peão,
um soldado
nessa brincadeira de criança
sem comandante.
Brincadeira ou realidade,
mata a vontade;
o tempo passa
e logo não é mais criança,
mas sim adulto; num instante
o tempo voa, mas segue adiante,
seu coração ainda é infante.
Conhece a menina que te encanta,
tanto que até espanta,
e mesmo não sendo filho de rei
destinado ao reinado,
é infante num coração apaixonado,
criança num mundo sem lei
para o amor destinado.
Peão trabalhador ou não,
soldado de papel
ou herdeiro de nada,
descarte a senil razão.
Se permita saborear um mel
junto de sua amada
nessa infantil paixão.
pegando pesado,
ou simplesmente
é colocado na linha de frente.
Só sabe que é um peão,
um soldado
nessa brincadeira de criança
sem comandante.
Brincadeira ou realidade,
mata a vontade;
o tempo passa
e logo não é mais criança,
mas sim adulto; num instante
o tempo voa, mas segue adiante,
seu coração ainda é infante.
Conhece a menina que te encanta,
tanto que até espanta,
e mesmo não sendo filho de rei
destinado ao reinado,
é infante num coração apaixonado,
criança num mundo sem lei
para o amor destinado.
Peão trabalhador ou não,
soldado de papel
ou herdeiro de nada,
descarte a senil razão.
Se permita saborear um mel
junto de sua amada
nessa infantil paixão.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Fina linha
Sugerem algo que talvez cure
e as mazelas lhe abandonam
por aversão ao remédio,
mas certas seqüelas, deixam
no corpo, como um tédio.
Espera que a notícia fure;
as doenças foram, mas a dor,
essa ficou, para lembrar
de um doentio amargor
que vem para assolar.
Mas não tem problema insolúvel
as vezes é melhor largar
o que não faz bem;
deixar esse nó se desatar
e cicatrizar, além
do que já foi, e não é impossível,
agora que as facetas são
jogadas ao vento,
pois são, e aqui e ali estão
ao ar livre, de um contento.
Todos querem, assim, deliberar,
nem ao menos levando
em conta que a fina linha
no horizonte pode ter acima o ar
e abaixo a água ondulando,
afogando qualquer criancinha
que não sabe onde "dá pé".
É tão simples; é o que é.
e as mazelas lhe abandonam
por aversão ao remédio,
mas certas seqüelas, deixam
no corpo, como um tédio.
Espera que a notícia fure;
as doenças foram, mas a dor,
essa ficou, para lembrar
de um doentio amargor
que vem para assolar.
Mas não tem problema insolúvel
as vezes é melhor largar
o que não faz bem;
deixar esse nó se desatar
e cicatrizar, além
do que já foi, e não é impossível,
agora que as facetas são
jogadas ao vento,
pois são, e aqui e ali estão
ao ar livre, de um contento.
Todos querem, assim, deliberar,
nem ao menos levando
em conta que a fina linha
no horizonte pode ter acima o ar
e abaixo a água ondulando,
afogando qualquer criancinha
que não sabe onde "dá pé".
É tão simples; é o que é.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Aquele beijo eu tive que roubar...
Aquele beijo eu tive que roubar,
não pude mais esperar,
nem tive como me segurar.
O perigo estava há meses iminente.
Era sim muito urgente,
pois só assim obtive vida novamente.
Eu não podia viver sem meu coração,
há anos agarrou-o com sua mão,
então de seu beijo fui ladrão.
Nem sequer pedi sua permissão,
pois você roubou do meu peito sem perdão.
Continuo te roubando a qualquer momento,
pois você é minha ladra ao seu contento,
então por mais de mil poemas eu invento
situações para beijar sua boca, eu tento.
não pude mais esperar,
nem tive como me segurar.
O perigo estava há meses iminente.
Era sim muito urgente,
pois só assim obtive vida novamente.
Eu não podia viver sem meu coração,
há anos agarrou-o com sua mão,
então de seu beijo fui ladrão.
Nem sequer pedi sua permissão,
pois você roubou do meu peito sem perdão.
Continuo te roubando a qualquer momento,
pois você é minha ladra ao seu contento,
então por mais de mil poemas eu invento
situações para beijar sua boca, eu tento.
Finders, Keepers
Seemed to be left by no-one
and somehow by everyone.
Us two there, left alone,
the others, by now, were gone...
I'm fed up with this. I'm done.
I need to ask:
What to do when you find
it there simply unowned?
Will you choose to be blind
and keep feeling abandoned?
This is not a task,
this is all we wanted to have,
we yearned for it for a long time...
We can sing the old rhyme
"Finders, keepers;
Losers, weepers!"
Since we've found love,
they say that "Love is a crime".
Disagreeing, I say "that's not true".
We both stole each other's hearts
and for this are guilty as charged?
Let's make haste before a trial starts,
let's run away from the stupid judge,
repeating:
"Finders, keepers;
Losers, weepers!"
Singing,
gladly not to the tune of "Jeepers Creepers".
--
Agradeço à Kate McGeachie pela revisão.
Thank you! :)
and somehow by everyone.
Us two there, left alone,
the others, by now, were gone...
I'm fed up with this. I'm done.
I need to ask:
What to do when you find
it there simply unowned?
Will you choose to be blind
and keep feeling abandoned?
This is not a task,
this is all we wanted to have,
we yearned for it for a long time...
We can sing the old rhyme
"Finders, keepers;
Losers, weepers!"
Since we've found love,
they say that "Love is a crime".
Disagreeing, I say "that's not true".
We both stole each other's hearts
and for this are guilty as charged?
Let's make haste before a trial starts,
let's run away from the stupid judge,
repeating:
"Finders, keepers;
Losers, weepers!"
Singing,
gladly not to the tune of "Jeepers Creepers".
--
Agradeço à Kate McGeachie pela revisão.
Thank you! :)
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Seu comichão
É, de repente, um comichão
que lhe invade,
como se precisasse
satisfazer essa coceira,
esse desejo por um beliscão
de uma realidade,
que é como se sonhasse
com algo que nunca vivera,
mas nunca passara disso...
Seria então um déjà-vu?
Essa imagem tão real
seria só um pormenor
que lhe afetou omisso?
Insight que guardou para si,
despertou como um animal
cravando as garras com ardor
vermelho que te arrebata
com tamanha força e paixão,
te confundindo os sentidos
e espremendo o mais vital
dos órgãos, que te mata
a cada aperto, um coração
de sentimentos vívidos
querendo esse amor fatal.
Um comichão de morte
te pedindo uma cura,
alguém que possa coçar
e lhe faça só o bem,
tirando fora num corte
essa coceira que dura,
assim podendo te aliviar
e te dar tudo o que tem.
Às vezes o sonho é real
e a realidade um devaneio,
ambos despertos juntos
nesse confuso comichão,
mas o amor acalma o animal,
e a coceira que lhe veio
já virou defunto;
resta à vida uma paixão.
que lhe invade,
como se precisasse
satisfazer essa coceira,
esse desejo por um beliscão
de uma realidade,
que é como se sonhasse
com algo que nunca vivera,
mas nunca passara disso...
Seria então um déjà-vu?
Essa imagem tão real
seria só um pormenor
que lhe afetou omisso?
Insight que guardou para si,
despertou como um animal
cravando as garras com ardor
vermelho que te arrebata
com tamanha força e paixão,
te confundindo os sentidos
e espremendo o mais vital
dos órgãos, que te mata
a cada aperto, um coração
de sentimentos vívidos
querendo esse amor fatal.
Um comichão de morte
te pedindo uma cura,
alguém que possa coçar
e lhe faça só o bem,
tirando fora num corte
essa coceira que dura,
assim podendo te aliviar
e te dar tudo o que tem.
Às vezes o sonho é real
e a realidade um devaneio,
ambos despertos juntos
nesse confuso comichão,
mas o amor acalma o animal,
e a coceira que lhe veio
já virou defunto;
resta à vida uma paixão.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O dia está chato?
Eu sinto tédio.
É um tédio que assola o dia,
cansando o Sol que se põe
porque cansou de iluminar
essa parte em que estou
e foi dar luz a outro lugar.
Não tem remédio
para saber se tudo isso valia
ou não a pena, ele depõe
por estar cansado disso
tudo e ver tanto descaso
desse povo submisso.
Andando no prédio,
ela percebe que talvez faria
sentido o que ele propõe;
seria uma vida sossegada,
poder sair da cidade grande
e viverem juntos em Pasárgada.
Seria rotina um mal?
Eu não vejo mal na rotina,
vejo mal no que não gosto.
Essa monotonia sem sal?
Não, a rotina que me engana
e na cadeira me recosto.
Por mais que faça algo novo,
o novo vira velho e rotineiro,
e a vida é assim, um vespeiro
velho que eu por fim renovo.
Seria a vida feita de novas
emoções velhas
e as emoções velhas
de vidas renovadas?
Tédio e rotina, que besteira.
É um tédio que assola o dia,
cansando o Sol que se põe
porque cansou de iluminar
essa parte em que estou
e foi dar luz a outro lugar.
Não tem remédio
para saber se tudo isso valia
ou não a pena, ele depõe
por estar cansado disso
tudo e ver tanto descaso
desse povo submisso.
Andando no prédio,
ela percebe que talvez faria
sentido o que ele propõe;
seria uma vida sossegada,
poder sair da cidade grande
e viverem juntos em Pasárgada.
Seria rotina um mal?
Eu não vejo mal na rotina,
vejo mal no que não gosto.
Essa monotonia sem sal?
Não, a rotina que me engana
e na cadeira me recosto.
Por mais que faça algo novo,
o novo vira velho e rotineiro,
e a vida é assim, um vespeiro
velho que eu por fim renovo.
Seria a vida feita de novas
emoções velhas
e as emoções velhas
de vidas renovadas?
Tédio e rotina, que besteira.
sábado, 13 de novembro de 2010
24/7 (Esperar parte 2)
Te esperar foi inconsciente,
pois não me permitia.
Você não estava livre assim,
tinha alguém na minha frente
e era um problema para mim.
Fingia que te esquecia.
Neguei para todos em volta,
dizia que isso "passou",
o que acontecia não tinha mal,
pois escondi no meio da revolta
do vazio da vida superficial
a ausência do que levou.
Não te esqueci completamente,
tentei, mas desisti.
De alguma forma me enfeitiçou,
tomou minha alma, corpo e mente.
Do meu ser, você se apossou,
e eu não resisti.
Na sua presença a escuridão
sempre se faz clara.
Na sua ausência eu perguntava
por ti, não importava a ocasião,
pois alguma coisa faltava...
era sua beleza rara.
Pensando bem, não foi tão fácil
e inconsciente como disse.
Eu fazia questão de estar perto
e quando te encontrava era notável
que eu deixava meu peito aberto
para que você visse.
Vivia afundado nesse turbilhão.
Ver você me feria,
pois sempre estava acompanhada
e eu queria lhe segurar pela mão,
para te tornar a minha amada,
talvez um dia.
Todos me viam como um torto,
era meu jeito de fugir.
Preferia ser lúcido e decente
mas me acelerava à ser morto,
me comportava como demente
e acabava por me ferir.
Não tem como eu te explicar,
deixo que interprete.
Apenas escrevo aqui esperando
esse longo tempo todo passar,
enquanto fico te desejando
vinte e quatro por sete.
pois não me permitia.
Você não estava livre assim,
tinha alguém na minha frente
e era um problema para mim.
Fingia que te esquecia.
Neguei para todos em volta,
dizia que isso "passou",
o que acontecia não tinha mal,
pois escondi no meio da revolta
do vazio da vida superficial
a ausência do que levou.
Não te esqueci completamente,
tentei, mas desisti.
De alguma forma me enfeitiçou,
tomou minha alma, corpo e mente.
Do meu ser, você se apossou,
e eu não resisti.
Na sua presença a escuridão
sempre se faz clara.
Na sua ausência eu perguntava
por ti, não importava a ocasião,
pois alguma coisa faltava...
era sua beleza rara.
Pensando bem, não foi tão fácil
e inconsciente como disse.
Eu fazia questão de estar perto
e quando te encontrava era notável
que eu deixava meu peito aberto
para que você visse.
Vivia afundado nesse turbilhão.
Ver você me feria,
pois sempre estava acompanhada
e eu queria lhe segurar pela mão,
para te tornar a minha amada,
talvez um dia.
Todos me viam como um torto,
era meu jeito de fugir.
Preferia ser lúcido e decente
mas me acelerava à ser morto,
me comportava como demente
e acabava por me ferir.
Não tem como eu te explicar,
deixo que interprete.
Apenas escrevo aqui esperando
esse longo tempo todo passar,
enquanto fico te desejando
vinte e quatro por sete.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
A diferença das frutas
Essa grande maçã que muitos querem
me parece fútil, me serve de nada
não é pelo fato de que todos a querem
que não me serve, apenas não espero
algo dela, é azeda e suja, mal lavada.
Apenas não me agrada, apenas não a quero.
Quero de volta uma fruta que tem aqui,
gosto mais da produção nossa, tropical.
Tem muito mais sabor, com suco delicioso
que me refresca no verão; até como caqui,
e se for algo não doce, não preciso de sal.
Talvez alguns me acusem de ser teimoso,
mas quando me pego comendo maçã, insisto
em criticar, perto de outras, não é nada,
e sim uma fruta meio sem graça e sabor,
nada como estar com a minha mão lambusada
de manga suculenta de fiapos, não resisto,
é doce na medida, e como seja lá onde for.
Mas por favor, não me dê essa grande maçã
novamente, quero ficar um bom tempo longe
dessa fruta insossa que acho bem sem graça.
Não adianta, é fruta tropical que como onde
for, sejá lá na minha casa ou em um praça,
e lhe dou um pedaço na boca, toda manhã.
me parece fútil, me serve de nada
não é pelo fato de que todos a querem
que não me serve, apenas não espero
algo dela, é azeda e suja, mal lavada.
Apenas não me agrada, apenas não a quero.
Quero de volta uma fruta que tem aqui,
gosto mais da produção nossa, tropical.
Tem muito mais sabor, com suco delicioso
que me refresca no verão; até como caqui,
e se for algo não doce, não preciso de sal.
Talvez alguns me acusem de ser teimoso,
mas quando me pego comendo maçã, insisto
em criticar, perto de outras, não é nada,
e sim uma fruta meio sem graça e sabor,
nada como estar com a minha mão lambusada
de manga suculenta de fiapos, não resisto,
é doce na medida, e como seja lá onde for.
Mas por favor, não me dê essa grande maçã
novamente, quero ficar um bom tempo longe
dessa fruta insossa que acho bem sem graça.
Não adianta, é fruta tropical que como onde
for, sejá lá na minha casa ou em um praça,
e lhe dou um pedaço na boca, toda manhã.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
É difícil ficar longe de você
É difícil, muito difícil,
mas fico louco só de pensar,
fico ouriçado de tanto lembrar
que dias perfeitos existem.
Ter tudo que quero é impossível,
desisto, deixo que levem
o que é inútil e guardo junto
essa mulher que é meu mundo,
é meu fogo, minha água, meu chão
que ninguém pode me roubar.
Faço de tudo até um ritual
para mostrar devoção total,
trago oferendas para lhe agradar.
Mas não me olhe assim não,
quero que entenda a falta
que sinto, que vem e me mata.
É difícil ter que ir embora,
ficar longe por poucas horas,
longe de onde você mora,
longe de onde você dorme,
longe da sua presença.
É difícil ficar longe de você.
--
Deprê, né?
Não era para ser, mas saiu assim. :P
Mas... pensamento positivo!!! :)
mas fico louco só de pensar,
fico ouriçado de tanto lembrar
que dias perfeitos existem.
Ter tudo que quero é impossível,
desisto, deixo que levem
o que é inútil e guardo junto
essa mulher que é meu mundo,
é meu fogo, minha água, meu chão
que ninguém pode me roubar.
Faço de tudo até um ritual
para mostrar devoção total,
trago oferendas para lhe agradar.
Mas não me olhe assim não,
quero que entenda a falta
que sinto, que vem e me mata.
É difícil ter que ir embora,
ficar longe por poucas horas,
longe de onde você mora,
longe de onde você dorme,
longe da sua presença.
É difícil ficar longe de você.
--
Deprê, né?
Não era para ser, mas saiu assim. :P
Mas... pensamento positivo!!! :)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Conversa de bar sobre desenho
A: (empolgado)
Vi aquele traço rodar na folha
gerando uma forma aqui e ali
numa linha fina de nanquim,
formando um quadril, depois um umbigo
apenas um mero detalhe de um furo.
Meu amigo, se eu puder te explicar
o que vi ali; aquele traço se tornando
palpável as minhas mãos
e tendo reações ao toque de meus dedos
aquele abdome feminino se projetando
na realidade de minha visão.
Antes de você tomar esse gole,
tá, eu sei que a cerveja vai esquentar,
mas cara, a figura ficava assim
oscilando entre o papel e o corpo
real, daquelas mulheres que caímos
de joelho, de cara no chão, é mole?
Não me diz que foi alucinógeno,
não tomei nada além de água mineral,
não comi nada demais além de arroz e feijão.
B: (um tanto descrente com o começo do papo)
Irmãozinho, deixa eu te interromper,
eu trabalho com desenho, design a anos,
e você não, é um cara de matemática e letras,
no máximo, o que te deu de resolver brincar
com tinta, lápis, papel e canetas?
Ninguém te avisou que pode ser
fatal e te levar por baixo dos panos
a outro mundo ou uma loucura?
Eu te avisei que um dia você ia pirar...
A: (indagava se B estava duvidando)
Eu me lembro, como poderia esquecer?
B: (dando de ombros)
É por isso que eu nem tento escrever.
A: (sentindo-se desdenhado)
Mas devia, é um complemento que pode ajudar.
B: (acalmando os ânimos de A)
Está bem, um dia vou tentar,
mas continue.
A:
Então, quando vi no meu traço feio,
sair aquela coxa gostosa saliente
no papel, pude perceber que algo
poderia estar errado na minha mente,
mas não consegui parar o rascunho
B: (gargalhando)
Peraê, você tá me falando de rascunho!?
Ah "bro", vá se foder!
Dá logo aqui essa bagaça que eu quero ver.
A: (irritado)
Toma a folha aê, zé-ruela!
B: (rindo)
Putz meu, como você desenha mal!
Mas eu vi potencial, me empresta?
A: (um tanto contrariado)
Me diz algo que eu não sei!
Sim, pode levar, mas é o que me resta.
Então devolva!
B: (perplexo com o drama alheio)
Como assim é o que te resta?
A: (tentando valorizar a "obra")
Você não deixou eu terminar, ouça:
Vieram as coxas, depois fiz todos os membros
e me veio esses seios na cabeça...
a hora que eles surgiram...
fiquei ouriçado, excitado,
quando me vi já desenha os lábios
os olhos, o rosto... só pintei a boca.
aí parti para o centro e desenhei a buceta.
B: (lhe invade, uma vontade de tornar próximo o que A lhe explica)
Posso arte-finalizar isso?
Faria umas correções...
A: (ficando empolgado com o interesse de B)
Deixa eu terminar, depois você
faz as suas observações.
Surgiu essa mulher em cima da mesa,
nua em pelo, perfeita.
Falando coisas no meu ouvido
e perfumada com cheiro de flor.
Era menina-mulher feita
de pele, carne e osso, de amor.
Em suma, transava como louca
e ainda mordia minha boca.
B: (rindo e pensando que A seria um bom escritor de filme pornô, e só...)
Esse teu sonho tava bom demais, hein?
A: (mostrava orgulhoso as marcas da noite)
Se fosse sonho... estou com marcas
nas costas e o melhor de tudo,
uma mordida no cotovelo.
Se não acredita, tente morder o seu!
E se ela aparecer no meio da arte,
não se esqueça que esse desenho é meu!
B: (se ria, mas olhava aquelas marcas de dentes no cotovelo de A com certa inveja)
Como você é egoísta, e ciumento!
Mas tudo bem, respeito o seu desenho.
Agora toma essa cerveja!
Eu faço a arte e você escreve.
A: (agora ria e concordava, iria escrever mais sobre isso)
Tá bom, fica assim.
Acho que serve.
Vi aquele traço rodar na folha
gerando uma forma aqui e ali
numa linha fina de nanquim,
formando um quadril, depois um umbigo
apenas um mero detalhe de um furo.
Meu amigo, se eu puder te explicar
o que vi ali; aquele traço se tornando
palpável as minhas mãos
e tendo reações ao toque de meus dedos
aquele abdome feminino se projetando
na realidade de minha visão.
Antes de você tomar esse gole,
tá, eu sei que a cerveja vai esquentar,
mas cara, a figura ficava assim
oscilando entre o papel e o corpo
real, daquelas mulheres que caímos
de joelho, de cara no chão, é mole?
Não me diz que foi alucinógeno,
não tomei nada além de água mineral,
não comi nada demais além de arroz e feijão.
B: (um tanto descrente com o começo do papo)
Irmãozinho, deixa eu te interromper,
eu trabalho com desenho, design a anos,
e você não, é um cara de matemática e letras,
no máximo, o que te deu de resolver brincar
com tinta, lápis, papel e canetas?
Ninguém te avisou que pode ser
fatal e te levar por baixo dos panos
a outro mundo ou uma loucura?
Eu te avisei que um dia você ia pirar...
A: (indagava se B estava duvidando)
Eu me lembro, como poderia esquecer?
B: (dando de ombros)
É por isso que eu nem tento escrever.
A: (sentindo-se desdenhado)
Mas devia, é um complemento que pode ajudar.
B: (acalmando os ânimos de A)
Está bem, um dia vou tentar,
mas continue.
A:
Então, quando vi no meu traço feio,
sair aquela coxa gostosa saliente
no papel, pude perceber que algo
poderia estar errado na minha mente,
mas não consegui parar o rascunho
B: (gargalhando)
Peraê, você tá me falando de rascunho!?
Ah "bro", vá se foder!
Dá logo aqui essa bagaça que eu quero ver.
A: (irritado)
Toma a folha aê, zé-ruela!
B: (rindo)
Putz meu, como você desenha mal!
Mas eu vi potencial, me empresta?
A: (um tanto contrariado)
Me diz algo que eu não sei!
Sim, pode levar, mas é o que me resta.
Então devolva!
B: (perplexo com o drama alheio)
Como assim é o que te resta?
A: (tentando valorizar a "obra")
Você não deixou eu terminar, ouça:
Vieram as coxas, depois fiz todos os membros
e me veio esses seios na cabeça...
a hora que eles surgiram...
fiquei ouriçado, excitado,
quando me vi já desenha os lábios
os olhos, o rosto... só pintei a boca.
aí parti para o centro e desenhei a buceta.
B: (lhe invade, uma vontade de tornar próximo o que A lhe explica)
Posso arte-finalizar isso?
Faria umas correções...
A: (ficando empolgado com o interesse de B)
Deixa eu terminar, depois você
faz as suas observações.
Surgiu essa mulher em cima da mesa,
nua em pelo, perfeita.
Falando coisas no meu ouvido
e perfumada com cheiro de flor.
Era menina-mulher feita
de pele, carne e osso, de amor.
Em suma, transava como louca
e ainda mordia minha boca.
B: (rindo e pensando que A seria um bom escritor de filme pornô, e só...)
Esse teu sonho tava bom demais, hein?
A: (mostrava orgulhoso as marcas da noite)
Se fosse sonho... estou com marcas
nas costas e o melhor de tudo,
uma mordida no cotovelo.
Se não acredita, tente morder o seu!
E se ela aparecer no meio da arte,
não se esqueça que esse desenho é meu!
B: (se ria, mas olhava aquelas marcas de dentes no cotovelo de A com certa inveja)
Como você é egoísta, e ciumento!
Mas tudo bem, respeito o seu desenho.
Agora toma essa cerveja!
Eu faço a arte e você escreve.
A: (agora ria e concordava, iria escrever mais sobre isso)
Tá bom, fica assim.
Acho que serve.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Esperar é uma arte
Esperar é uma magnífica arte,
não acha? Eu acho.
Aguardar o momento certo,
certeiro da ação de sua parte.
A parte de chegar perto,
sabe? Sem relaxo.
Esperar e conhecer a pessoa,
deixar algo fluir,
sem planejar, apenas deixar.
Não se força algo que afeiçoa,
se for, há de se afeiçoar
senão, deixe partir.
Esperar nunca será planejar,
muito menos é um jogo,
nesse caso é viver sua vida
e se alguém vier a lhe parar
o coração, assim sem saída,
apenas aceite logo.
Pode estar de braços abertos,
aceitar o que é bom
e o que não é, também é esperar.
Emoções seguem caminhos espertos
que nos fazem odiar e amar.
Assim perdemos o tom.
Junto disso vem a tolerância,
que é grande amiga.
Se houver, terá boa convivência
pois tudo tem sua importância.
Se não houver, então paciência...
Não caia numa briga.
"Esperar" é um verbo, sereno
e um tanto misterioso.
Seus significados no dicionário
são vastos, mas ainda pequenos,
perto do que são no meu imaginário,
que viaja quando ocioso.
Espero sempre poder te esperar
Quando vem e quando parte,
seja lá onde, como e quando for,
não importa o quanto for demorar,
pois já tem meu amor.
Esperar você é uma arte.
não acha? Eu acho.
Aguardar o momento certo,
certeiro da ação de sua parte.
A parte de chegar perto,
sabe? Sem relaxo.
Esperar e conhecer a pessoa,
deixar algo fluir,
sem planejar, apenas deixar.
Não se força algo que afeiçoa,
se for, há de se afeiçoar
senão, deixe partir.
Esperar nunca será planejar,
muito menos é um jogo,
nesse caso é viver sua vida
e se alguém vier a lhe parar
o coração, assim sem saída,
apenas aceite logo.
Pode estar de braços abertos,
aceitar o que é bom
e o que não é, também é esperar.
Emoções seguem caminhos espertos
que nos fazem odiar e amar.
Assim perdemos o tom.
Junto disso vem a tolerância,
que é grande amiga.
Se houver, terá boa convivência
pois tudo tem sua importância.
Se não houver, então paciência...
Não caia numa briga.
"Esperar" é um verbo, sereno
e um tanto misterioso.
Seus significados no dicionário
são vastos, mas ainda pequenos,
perto do que são no meu imaginário,
que viaja quando ocioso.
Espero sempre poder te esperar
Quando vem e quando parte,
seja lá onde, como e quando for,
não importa o quanto for demorar,
pois já tem meu amor.
Esperar você é uma arte.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
R$2,50
O anos passam, né?
Até passam rápido se deixarmos, ou passam bem devagar, naquele passo de tartaruga, lento, que dá para para planejar muitas coisas em apenas um minuto. Eu já passei anos, rápidos, vagarosos, mistos, cinzas, coloridos, pretos e brancos. E nunca deixei de acreditar na loteria. Também nunca ganhei nada, até hoje. Não, infelizmente não sou um felizardo da megasena, se fosse, provavelmente o mundo não me veria por aí, eu sumiria por uns anos, lentos, sim, por que qual é o motivo de viver correndo? Apressar a morte? Faça-me o favor... Enfim, fui premiado! ESTÚPIDOS R$2,50!!! Já dá para tomar uma Bohemia no "Sem Pescoço", fantástico, não? Eu não vou investir esses RICOS E VALIOSOS R$2,50 em mais um jogo de loteria. Vou investir em diversão. Porque eu acredito realmente em diversão, mesmo que ainda acredite em loteria; a vida é uma loteria, pô! Tem apostas que ganhamos, tem apostas que perdemos. Se eu não apostasse, provavelmente não teria aproveitado nada, teria ficado numa vida pacata, sem experiência, sem amores, sem tesão, sem emoção. Porra, não sou viciado em jogo, não considero a vida um jogo, muito menos amor, não jogo. Apenas não me seguro em certas coisas, apenas aposto, e deixo acontecer o que tiver que acontecer. A única coisa que me permito jogar é a loteria federal, onde eu aposto dinheiro, religiosamente, semanalmente, e ganhei, repito, GANHEI! R$2,50!!! MEU, É UMA CERVEJA!!! Quando você pode se dar ao luxo de falar assim "ganhei uma cerveja"? Eu não fazia idéia que R$0,50 poderiam se pagar!
Parece besta isso né? Eu sei que isso não cobre nem passagem de ônibus, muito menos de metrô, mas dá para comprar sonhos na padaria... sou idiota por sonhos. Sonho com sonhos, sonho com ela; ela é um sonho real. Quem sabe ela toma uma cerveja comigo hoje, ou come sonho da padaria...
Fico imaginando, pois se eu continuasse hesitando, não apostasse no meu instinto, talvez não estivesse com ela. Os anos, dois, passaram... perdi muitos jogos da loteria federal nesse tempo, mas estes R$2,50, significam muito para mim. No momento significam o mundo, significam que eu posso continuar jogando e talvez, TALVEZ, acertar uma quina num jogo de sena (hei, é uma graninha!!!), mas significa mais ainda, significa que eu posso continuar me arriscando em meus palpites, e acreditar em sorte. Sim, eu me apego a certos detalhes e crio simbolismos válidos apenas para mim. Acertar 11 números num jogo de Lotofácil, de repente, vira uma revolução na minha cabeça. Podem me chamar de maluco, não será a primeira vez. O legal é que eu consigo traçar paralelos entre tudo isso. A parte realmente legal é usar tudo isso como desculpa esfarrapada para tentar explicar que eu, mesmo sendo premiado apenas com R$2,50, me sinto o homem mais sortudo do mundo, e não é por causa da Lotofácil(nem para ser o prêmio cheio...), por causa de outras coisas, como achar aquele disco raro por uma bagatela de 10 reais, conseguir escapar de alguma coisa ruim, ganhar qualquer coisa boa por aí.
Eu me sinto sortudo, o homem mais sortudo do mundo, por poder ser dela e lhe dar meu amor, assim, livre. Não há megasena, loteria, aposta de casino, qualquer outra coisa que seja melhor do que estar junto dela.
E tem uma grande diferença: com ela nada é jogo, é real, é emocionante e é melhor.
--
Momento piegas: se a vida é uma loteria, tirei o prêmio máximo!
Pronto, atirem os tomates, NÃO LIGO! :P
Até passam rápido se deixarmos, ou passam bem devagar, naquele passo de tartaruga, lento, que dá para para planejar muitas coisas em apenas um minuto. Eu já passei anos, rápidos, vagarosos, mistos, cinzas, coloridos, pretos e brancos. E nunca deixei de acreditar na loteria. Também nunca ganhei nada, até hoje. Não, infelizmente não sou um felizardo da megasena, se fosse, provavelmente o mundo não me veria por aí, eu sumiria por uns anos, lentos, sim, por que qual é o motivo de viver correndo? Apressar a morte? Faça-me o favor... Enfim, fui premiado! ESTÚPIDOS R$2,50!!! Já dá para tomar uma Bohemia no "Sem Pescoço", fantástico, não? Eu não vou investir esses RICOS E VALIOSOS R$2,50 em mais um jogo de loteria. Vou investir em diversão. Porque eu acredito realmente em diversão, mesmo que ainda acredite em loteria; a vida é uma loteria, pô! Tem apostas que ganhamos, tem apostas que perdemos. Se eu não apostasse, provavelmente não teria aproveitado nada, teria ficado numa vida pacata, sem experiência, sem amores, sem tesão, sem emoção. Porra, não sou viciado em jogo, não considero a vida um jogo, muito menos amor, não jogo. Apenas não me seguro em certas coisas, apenas aposto, e deixo acontecer o que tiver que acontecer. A única coisa que me permito jogar é a loteria federal, onde eu aposto dinheiro, religiosamente, semanalmente, e ganhei, repito, GANHEI! R$2,50!!! MEU, É UMA CERVEJA!!! Quando você pode se dar ao luxo de falar assim "ganhei uma cerveja"? Eu não fazia idéia que R$0,50 poderiam se pagar!
Parece besta isso né? Eu sei que isso não cobre nem passagem de ônibus, muito menos de metrô, mas dá para comprar sonhos na padaria... sou idiota por sonhos. Sonho com sonhos, sonho com ela; ela é um sonho real. Quem sabe ela toma uma cerveja comigo hoje, ou come sonho da padaria...
Fico imaginando, pois se eu continuasse hesitando, não apostasse no meu instinto, talvez não estivesse com ela. Os anos, dois, passaram... perdi muitos jogos da loteria federal nesse tempo, mas estes R$2,50, significam muito para mim. No momento significam o mundo, significam que eu posso continuar jogando e talvez, TALVEZ, acertar uma quina num jogo de sena (hei, é uma graninha!!!), mas significa mais ainda, significa que eu posso continuar me arriscando em meus palpites, e acreditar em sorte. Sim, eu me apego a certos detalhes e crio simbolismos válidos apenas para mim. Acertar 11 números num jogo de Lotofácil, de repente, vira uma revolução na minha cabeça. Podem me chamar de maluco, não será a primeira vez. O legal é que eu consigo traçar paralelos entre tudo isso. A parte realmente legal é usar tudo isso como desculpa esfarrapada para tentar explicar que eu, mesmo sendo premiado apenas com R$2,50, me sinto o homem mais sortudo do mundo, e não é por causa da Lotofácil(nem para ser o prêmio cheio...), por causa de outras coisas, como achar aquele disco raro por uma bagatela de 10 reais, conseguir escapar de alguma coisa ruim, ganhar qualquer coisa boa por aí.
Eu me sinto sortudo, o homem mais sortudo do mundo, por poder ser dela e lhe dar meu amor, assim, livre. Não há megasena, loteria, aposta de casino, qualquer outra coisa que seja melhor do que estar junto dela.
E tem uma grande diferença: com ela nada é jogo, é real, é emocionante e é melhor.
--
Momento piegas: se a vida é uma loteria, tirei o prêmio máximo!
Pronto, atirem os tomates, NÃO LIGO! :P
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Cidade coroa
Eu fecho os olhos e viajo,
penso nesse calor num riacho
mas acordo dentro da cidade,
já velha em sua idade,
com sua sociedade
que reclama como idosa,
sentindo a falta de uma rosa
ou outra flor qualquer cheirosa.
Às vezes a vida tira um sarro,
pois estava imaginando dentro do carro,
parado numa praça cheia de flores,
e essas vão caindo, com dores
de uma velha sem seus amores.
Essa cidade que um dia nasceu,
veio a crescer e até floresceu,
agora só engorda, envelheceu.
Nessa praça sem riacho, sonho
dentro do meu carro, faço rascunho
destes versos sobre essa gigante
São Paulo, que é fascinante
e vive expandindo inconstante.
E mesmo velha, se maquia
se renovando a cada ceia
mesmo suja, se floreia.
penso nesse calor num riacho
mas acordo dentro da cidade,
já velha em sua idade,
com sua sociedade
que reclama como idosa,
sentindo a falta de uma rosa
ou outra flor qualquer cheirosa.
Às vezes a vida tira um sarro,
pois estava imaginando dentro do carro,
parado numa praça cheia de flores,
e essas vão caindo, com dores
de uma velha sem seus amores.
Essa cidade que um dia nasceu,
veio a crescer e até floresceu,
agora só engorda, envelheceu.
Nessa praça sem riacho, sonho
dentro do meu carro, faço rascunho
destes versos sobre essa gigante
São Paulo, que é fascinante
e vive expandindo inconstante.
E mesmo velha, se maquia
se renovando a cada ceia
mesmo suja, se floreia.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Essa vida
Descobri que a vida é curta, é frágil, é ridícula e é bonita.
O problema é que ela não significa muito sem você, assim,
Sem arte, sem poesia, sem lembranças.
E se for assim vazia, não há sentido em viver,
Não há alegria que me deixe perdido sem te ver.
Se for para ficar sozinho, prefiro me perder.
Se você soubesse como muda cada coisa em mim... até irrita...
Talvez ficaria um tanto perdida comigo, pois,
Tem amor de sobra, tem esperanças.
Junto de ti descobri que
A vida é curta, frágil, ridícula e bonita.
--
Se eu chegar ao lado certo, vou agradecer Clarice pessoalmente pela ajudinha.
O problema é que ela não significa muito sem você, assim,
Sem arte, sem poesia, sem lembranças.
E se for assim vazia, não há sentido em viver,
Não há alegria que me deixe perdido sem te ver.
Se for para ficar sozinho, prefiro me perder.
Se você soubesse como muda cada coisa em mim... até irrita...
Talvez ficaria um tanto perdida comigo, pois,
Tem amor de sobra, tem esperanças.
Junto de ti descobri que
A vida é curta, frágil, ridícula e bonita.
--
Se eu chegar ao lado certo, vou agradecer Clarice pessoalmente pela ajudinha.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Não negar
Já li poemas deprimidos,
um tanto depravados,
muito contidos,
safados
e sentidos.
Dizem que um poeta deve
sentir solidão,
sentir o frio da neve,
a desilusão,
se deixar enerve.
Tiramos lições de versos,
verdades,
bobagens aos restos,
mas não é sempre
que estão corretos.
Mas a lição que aprendi
é que posso falar
do amor que me invade,
vindo clarear
meus dias até tarde.
O poetas podem errar,
todos podem,
ao reclamar
do que sofrem,
deixam o amor se negar;
eu não nego mais,
não sou mais capaz,
muito bem me faz.
Você é quem me traz,
no coração, fogo e paz.
E assim eu te chamo;
o que muitos poetas
não disseram, eu declamo
em meus poemas:
"Eu te amo."
um tanto depravados,
muito contidos,
safados
e sentidos.
Dizem que um poeta deve
sentir solidão,
sentir o frio da neve,
a desilusão,
se deixar enerve.
Tiramos lições de versos,
verdades,
bobagens aos restos,
mas não é sempre
que estão corretos.
Mas a lição que aprendi
é que posso falar
do amor que me invade,
vindo clarear
meus dias até tarde.
O poetas podem errar,
todos podem,
ao reclamar
do que sofrem,
deixam o amor se negar;
eu não nego mais,
não sou mais capaz,
muito bem me faz.
Você é quem me traz,
no coração, fogo e paz.
E assim eu te chamo;
o que muitos poetas
não disseram, eu declamo
em meus poemas:
"Eu te amo."
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